A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) aprovou nesta semana a convocação do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, para prestar esclarecimentos sobre a estratégia do governo Lula para proteger o território brasileiro na fronteira norte — especialmente no limite com a Venezuela.
O convite de Mucio ocorre em meio ao regime de Nicolás Maduro e os Estados Unidos, com o aumento da presença militar norte-americana no Caribe e operações dos EUA contra o narcotráfico na região.
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A iniciativa foi apresentada pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que classificou a situação como “uma pressão geopolítica que o Brasil não pode ignorar”.
Segundo o parlamentar, a deterioração da Venezuela sob Nicolás Maduro pode gerar movimentos bruscos de migração, avanço do crime organizado transnacional e até fuga coordenada de quadros militares e agentes de inteligência da ditadura.
“A nossa fronteira norte torna-se potencial zona de pressão migratória, de expansão do crime organizado e de possível transbordamento do conflito”, alertou Luiz Philippe.
Mucio terá de esclarecer as estratégias brasileiras

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Outro ponto sensível levantado pela Credn é o risco de que oficiais e agentes leais ao regime chavista utilizem o Brasil como rota de fuga e plataforma de reorganização política, caso o conflito se intensifique.
“É imprescindível que o ministro esclareça quais são as estratégias para impedir essa infiltração, quais protocolos serão adotados em coordenação com o Itamaraty e com as autoridades de inteligência e como o governo pretende conciliar o dever humanitário com a proteção do nosso Estado de Direito”, afirmou o deputado.
Luiz Philippe quer saber “qual o nível de prontidão das Forças Armadas, os planos de contingência para proteção da população brasileira naquela região e a articulação com outros órgãos de segurança”.
Tensão crescente entre Venezuela e EUA

Nos últimos meses, Washington reforçou sua presença militar no Caribe, intensificou operações navais contra narcotraficantes e ampliou pressões econômicas sobre o regime de Maduro. Ao mesmo tempo, Caracas elevou o tom das ameaças, mobilizou tropas próximas à fronteira com a Guiana e endureceu o discurso contra os EUA, alimentando temores de uma escalada regional.
Embora o Brasil mantenha relações diplomáticas com ambos os países, a proximidade geográfica torna a Amazônia uma área de vulnerabilidade. A fronteira de Roraima — com centenas de quilômetros de selva aberta — exige vigilância constante e capacidade de resposta rápida, principalmente diante do risco de colapso institucional venezuelano.





































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