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Política

Mulher de Moraes defende grandes companhias no STF

Advogada Viviane Barci representa empresas dos setores de saúde e educação na Suprema Corte

Alexandre de Moraes e sua mulher. | Foto: Reprodução/TSE
Viviane é sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, com sede em São Paulo | Foto: Reprodução/TSE

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, atua em ao menos 31 processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) e mantém um contrato milionário com o Banco Master, que já pagou R$ 79 milhões ao escritório até outubro de 2025. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

+ Mulher de Moraes registrou escritório no dia da ampliação da Magnitsky

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A atuação da mulher de Moraes envolve grandes companhias dos setores de saúde e educação, como a operadora de planos de saúde Hapvida e o grupo educacional SEB, responsável por redes de ensino como Maple Bear, Pueri Domus, Concept e UniDomBosco. As empresas estão entre as líderes nacionais em seus respectivos segmentos.

Atuação concentrada depois de Moraes no STF

Levantamento das ações mostra que a maior parte dos processos acompanhados por Viviane no STF teve início após Alexandre de Moraes assumir a cadeira na Corte, em 22 de março de 2017. 

Das 31 causas, 22 começaram depois dessa data. Outras oito se dividem entre processos do período em que Moraes ainda atuava como advogado em três casos e do período em que foi ministro da Justiça no governo Michel Temer (cinco casos).

Viviane aparece como advogada em todos os processos do escritório no STF, sem a atuação isolada de outros sócios. Os dois filhos do casal também figuram como sócios e advogados em algumas ações. Procurados, o STF e o escritório Barci de Moraes não se manifestaram.

Novos escritórios e sanções internacionais

Além da sede em São Paulo, Viviane fundou, em 22 de setembro de 2025, o Barci e Barci Sociedade de Advogados em Brasília, segundo revelou o jornal O Globo. Na mesma data, o governo dos Estados Unidos impôs sanções financeiras à advogada e ao Instituto Lex, ligado à família, com base na Lei Magnitsky.

A legislação brasileira não proíbe que familiares de ministros atuem em processos no STF, desde que o magistrado não participe do julgamento. Também é possível que outros ministros se declarem impedidos por motivos de foro íntimo, como amizade ou inimizade.

Principais processos

No caso do SEB, Viviane Barci atua na defesa da empresa em uma reclamação trabalhista movida por um ex-diretor que exerceu funções entre 2018 e 2021. A ação envolve R$ 591 mil. A advogada obteve liminar para suspender o processo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), decisão concedida pelo ministro André Mendonça. Ela também representa Chaim Zaher, proprietário do grupo educacional, em outros processos judiciais.

Já no caso da Hapvida, a disputa no STF envolveu o estado do Amazonas, depois da Secretaria de Educação encerrar um contrato de seguro saúde por supostas falhas no atendimento. A empresa pleiteava o pagamento de R$ 22 milhões. Embora tenha obtido decisão favorável no STJ, a liminar foi suspensa pelo ministro Luís Roberto Barroso. O mérito não chegou a ser julgado pelo STF porque o processo perdeu objeto em instância anterior. Nem a Hapvida nem o SEB comentaram o assunto quando procuradas.

Contrato com o Banco Master

A atuação do escritório ganhou maior repercussão depois da revelação do contrato firmado com o Banco Master. O acordo, com duração de 36 meses a partir de 2024, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, podendo alcançar até R$ 129 milhões até 2027, caso não houvesse intervenção do Banco Central.

Até outubro de 2025, mês anterior à intervenção da autoridade monetária, o banco já havia repassado R$ 79 milhões ao escritório. O contrato foi encontrado no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição, preso em novembro. Em mensagens analisadas pela investigação, Vorcaro afirmava que os pagamentos ao escritório eram prioridade e não poderiam ser interrompidos.

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6 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    É preferível a morte ,a permanecer nesse Nazicomufascismo esse é o Brasil atual .

  2. Aeduardo
    Aeduardo

    O que estarrece nesta bandalheira toda é o silêncio que reina sobre tão absurda situação. Senador algum, deputado federal, juristas conceituados, associações de classe, etc, incapazes de um pio que seja sobre a aberração.
    Acresce ainda a mesma situação com o beiçola Gilmar, Tofoli e outros menos reluzentes na ação obscena.

  3. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    UMA DELAS DEVE SER A PDVSA… PRETOLEIRA DA VENEZUELA….

  4. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    Não tem nem 8 anos que tá lá e já tá com essa bola toda. Imagina a fortuna do Gilmar…..

  5. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    No bordel Brasil vale tudo. A promiscuidade é mais escancarada do que na Casa da Maria Joana

  6. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Se não fosse meliante do stf o seu marido, marido? O A…M ..DO CLEZÃO, essa fédida Viviane seria(mas é) uma suposta advogada muita MEQUETREFE.

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