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Política

'Não queremos provocar nem afrontar os EUA', diz Lewandowski

Gestão petista criticou o uso de algemas em brasileiros deportados do país norte-americano

Ricardo Lewandowski segura microfone em audiência na Câmara
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, na Comissão de Justiça da Câmara na terça-feira, 3 de dezembro | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse na segunda-feira 27 que o governo Lula não deseja “provocar nem afrontar” os Estados Unidos. A gestão petista tem criticado o uso de algemas em brasileiros que estavam no país norte-americano de forma ilegal.

De acordo com Lewandowski, o tratamento dado aos deportados viola os direitos humanos fundamentais. O ministro afirmou que o respeito aos direitos humanos deve ser prioridade em qualquer deportação.

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Ao ser informado de que os brasileiros estavam algemados dentro do avião em solo nacional, ele ordenou a retirada imediata das algemas.

As medidas de Lewandowski

lei das estatais
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante seminário promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo – 22/0/2024 | Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

O delegado Andrei Rodrigues comunicou a situação a Lewandowski, que prontamente a classificou como “absolutamente inadmissível” e ordenou a remoção das algemas.

Ele argumentou ser crucial que os brasileiros, que buscavam trabalho, sejam respeitados. Lewandowski relatou que, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiram enviar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para concluir o trajeto dos deportados de Manaus a Belo Horizonte.

O governo alega que a decisão foi tomada porque os Estados Unidos insistiam em manter as algemas durante o trajeto interno no Brasil.

O ministro também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar as circunstâncias do retorno dos brasileiros, assegurando que situações semelhantes não se repitam.

Governo Lula recebeu 32 aviões com deportados da gestão Biden e nunca reclamou de algemas

Entre 27 de janeiro de 2023 e 10 de janeiro de 2025, o Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, recebeu 3.660 brasileiros deportados dos Estados Unidos em 32 voos fretados pelo governo norte-americano. As informações são da BH Airport, responsável pela administração do aeroporto, e foram divulgadas pelo Poder360.

Essas operações ocorreram durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, enquanto o democrata Joe Biden ocupava a presidência dos EUA. Desde 20 de janeiro de 2025, Donald Trump (Republicano) assumiu o governo norte-americano.

deportados
Brasileiros deportados pelos EUA na gestão Biden | Foto: Reprodução/Poder360

O primeiro voo de deportação de 2025 chegou a Confins em 10 de janeiro, antes da posse de Trump. Depois da posse, o primeiro voo com deportados dos EUA chegou ao Brasil no sábado 25 e, em vez de pousar na cidade mineira, aterrissou em Manaus, devido a problemas técnicos.

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6 comentários
  1. Antônio Salles
    Antônio Salles

    País sério que trata as ilegalidades é assim, manda quem pode obedece quem tem juízo.

  2. Rogério Sorensen
    Rogério Sorensen

    lularápio já chamou trump de nazista, chega né.

  3. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Grotesco. Invasores são Criminosos e a maioria das vezes violentos, justifica a algemas sim! Palhaçada.

  4. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Os deportados foram julgados e condenados, pois praticaram atos ilícitos em solo americano…..E por conta disso, deportados!

  5. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Os deportados foram julgados e condenados, pois praticaram atos ilícitos em solo americano…..E por conta disso, deportados!

  6. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    A indignação seletiva é clara. E como aproveitam a mídia intelectualmente desonesta para criar um fato. Estamos governados por gente da pior espécie.

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