publicidade
Política

Niterói promulga Lei 'Anti-Oruam'; entenda

A medida foi oficializada pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT) depois de debates intensos entre vereadores

rodrigo neves - niterói - rio de janeiro - oruam
O então prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), durante uma entrevista - 09/11/2018 | Foto: Divulgação

A promulgação da Lei 57/2025 em Niterói, conhecida como ‘Anti-Oruam’, estabeleceu novas restrições ao uso de recursos públicos para eventos direcionados a crianças e adolescentes que promovam o crime ou o consumo de drogas. A medida foi oficializada pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT) depois de debates intensos entre vereadores e manifestações contrárias de setores culturais e políticos locais.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A legislação, proposta pela vereadora Fernanda Louback (PL), teve sua aprovação publicada no Diário Oficial na segunda-feira 23. O prefeito decidiu vetar o artigo sexto, que previa multa de 100% e fiscalização pela Polícia Militar, mantendo o restante do texto em vigor. Críticos da nova regra, como integrantes do Psol e representantes artísticos, alegam que ela pode resultar em exclusão de manifestações culturais das periferias.

Mobilização e críticas à lei em Niterói

Na véspera da sanção, o Psol lançou a campanha “Prefeito, vete” nas redes sociais, tentando mobilizar moradores contra a medida. O partido argumentou que manifestações culturais ligadas ao rap, funk e hip hop sofrem hoje o mesmo tipo de discriminação que, no passado, atingiu expressões como o samba e a capoeira. “Ao se apresentar como medida de combate ao crime, a proposta desloca para a cultura a responsabilidade por problemas estruturais que decorrem da ausência de políticas públicas, da desigualdade social e do racismo institucional”, afirmou o texto divulgado pelo partido. “Trata-se de uma estratégia conhecida, já aplicada no passado contra a capoeira, o samba e outras manifestações populares, que buscou controlar corpos, silenciar vozes e restringir o direito à cidade da população negra e pobre.”

Fernanda Louback explicou que a proposta aprovada no dia 10 segue o mesmo formato de um projeto arquivado recentemente na Câmara de Vereadores do Rio. Segundo a vereadora, iniciativas semelhantes já foram apresentadas em outras cidades brasileiras, reiterando o debate sobre cultura e políticas públicas.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. JONE ROMAGUERA TROTTE
    JONE ROMAGUERA TROTTE

    Chega a ser surpreendente e inacreditável que finalmente tenham feito algo de fato importante em benefício da sociedade.
    Parabéns aos vereadores e ao prefeito

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade