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Política

Nova ministra Márcia Lopes é antiga aliada de Gleisi Hoffmann

Conforme bastidores do Palácio do Planalto, a líder do PT teve papel fundamental na indicação ao Ministério das Mulheres

Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann, durante entrevista à GloboNews | Foto: Reprodução/Redes sociais

A nomeação da assistente social Márcia Lopes ocorreu, nesta segunda-feira, 5, ao Ministério das Mulheres, no lugar de Cida Gonçalves. Márcia possui uma ligação política de mais de 20 anos com a atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ambas com raízes políticas no Estado do Paraná.

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De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Gleisi exerceu papel fundamental nos bastidores para assegurar a indicação da parceira. A nomeação de Márcia Lopes é vista como uma “cota pessoal” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Insatisfação de Lula e indicação de Márcia Lopes

A ex-ministra Cida Gonçalves, Lula, a nova ministra Márcia Lopes, e Gleisi Hoffmann | Foto: Ricardo Stuckert/PR
A ex-ministra Cida Gonçalves, Lula, a nova ministra Márcia Lopes, e Gleisi Hoffmann | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A motivação para a mudança foi uma insatisfação crescente do chefe do Executivo com o desempenho de Cida Gonçalves no ministério. Essa percepção cresceu quando uma pesquisa recente da Quaest mostrou uma queda na aprovação do governo entre as mulheres.

Os dados do levantamento sugeriram que 53% das mulheres desaprovam o governo, enquanto 43% o aprovam. Márcia Lopes e Gleisi Hoffmann trabalharam juntas no PT paranaense, ao lado de Maria Helen Guarezi, atual secretária-executiva do Ministério das Mulheres, o que fortalece sua colaboração política.

Com a experiência de Márcia Lopes em desenvolvimento social, o governo espera revitalizar o Ministério das Mulheres, com ações direcionadas ao público feminino. O objetivo é imprimir um novo ritmo à pasta, visando à melhora das políticas voltadas para o público feminino.

A demissão de Cida Gonçalves

A saída de Cida Gonçalves do governo petista já era prevista desde o ano passado. Vista como ineficiente por integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), a então ministra ficou no cargo pela influência primeira-dama Janja Lula da Silva. 

A mulher de Lula, Janja da Silva, e a ministra Cida Goncalves: viagem juntas para Nova York e, agora, novo foco de tensão no governo | Foto: Reprodução/Twitter/X/@janjalula
Cida Gonçalves era uma das cotas de Janja no alto escalão petista | Foto: Reprodução/Twitter/X/@janjalula

Na sexta-feira passada, 2, Cida Gonçalves foi ao Palácio do Planalto e conversou com o presidente por cerca de 20 minutos. O acerto sobre sua demissão e substituição por Márcia Lopes ocorreu durante o encontro.

O empurrão para a demissão da ativista foi uma denúncia de ex-servidoras do Ministério das Mulheres. Ela enfrentou acusações de assédio moral e de promoção de um ambiente de trabalho hostil dentro da pasta.

Leia também: “A hora é agora”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 265 da Revista Oeste

Cida recebeu acusações por parte de ex-servidoras de praticar assédio moral e promover um ambiente de trabalho hostil dentro da pasta. Segundo as denúncias, ela teria gritado com subordinadas, feito ameaças veladas de demissão, pressionado por entregas em prazos impossíveis e deslegitimado a atuação de gestoras de quem discordava.

As denúncias demonstram que a ministra utilizava a hierarquia de forma rígida para isolar e enfraquecer quem não pertencia ao seu grupo de confiança. Com a exoneração da secretária Carmen Foro, Cida Gonçalves teria deixado claro que pretendia afastar também os servidores ligados a ela.

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