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Política

Novo exige apoio a impeachment de ministros do STF para candidatos ao Senado

Resolução para 2026 define critérios para candidaturas e prevê responsabilização de magistrados

O documento afirma que o candidato "compromete-se a defender a responsabilização de Ministros do STF" | Foto: Gustavo Moreno/STF

O partido Novo publicou nesta quarta-feira, 8, a Resolução 72, que estabelece diretrizes para as eleições de 2026. O texto determina que candidatos ao Senado pela sigla devem defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A norma exige que o postulante ao cargo se comprometa a apoiar a abertura de processos de impeachment em casos previstos. O documento afirma que o candidato “se compromete a defender a responsabilização de Ministros do STF, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment”.

A resolução lista condutas que podem motivar esse tipo de medida, como crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção e envolvimento em escândalos. Segundo o texto, essas situações tornam incompatível a permanência na função.

Sessão do STF - 26/03/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Documento declara que o país “não precisa de mais parlamentares covardes” | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Regras internas do Novo e diretrizes eleitorais

Além da diretriz sobre o STF, o documento define critérios para escolha de candidatos. Entre eles estão alinhamento com os princípios do partido, reputação ilibada, capacidade eleitoral e cumprimento das normas internas e da legislação vigente.

A resolução também trata da fidelidade partidária. O texto proíbe dirigentes, mandatários e candidatos de fazerem campanha por voto nulo, em branco ou em adversários quando houver candidatura própria.

Outro ponto estabelece regras para coligações. O partido veda alianças com federações formadas por PT, PCdoB e PV, além de Psol e Rede, sob justificativa de incompatibilidade ideológica.

Em trecho do documento, a sigla afirma que a exigência “não é simbólica” e diz que responde a um cenário de “decisões arbitrárias, interferências políticas e abusos de autoridade”.

O texto também declara que o país “não precisa de mais parlamentares covardes, que baixam a cabeça para abusos por conveniência ou medo”.

A resolução entrou em vigor na data de publicação e orienta a atuação do partido na formação de candidaturas e alianças para as eleições gerais de 2026.

Leia também: “Ditadura de toga“, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 316 da Revista Oeste

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