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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nomeou Fabiana Cristina Ortega Severo como vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral, com a publicação ocorrendo na quarta-feira, 1º. Fabiana é casada com o advogado Gustavo Severo, que defendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro no processo que resultou em sua inelegibilidade. Nunes Marques, que votou pela absolvição de Castro, afirmou que a função de Fabiana é pro bono e que ela possui experiência na área eleitoral.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nomeou Fabiana Cristina Ortega Severo para o cargo de vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral da Corte. O tribunal publicou a nomeação na última quarta-feira, 1º.
Fabiana é casada com o advogado Gustavo Severo, que integrou a defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no processo que resultou em sua inelegibilidade. O portal UOL divulgou a informação inicialmente.
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O advogado também mantém uma relação de amizade com o presidente do TSE. Em 2024, Nunes Marques reconheceu o vínculo ao explicar viagens feitas em um avião de propriedade de Severo. Na ocasião, o ministro afirmou que costuma se declarar impedido de julgar processos em que o advogado atua.
Nunes Marques votou pela absolvição de Cláudio Castro
Gustavo Severo integrou a equipe de defesa de Cláudio Castro no processo que investigou suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Em março deste ano, a maioria do TSE declarou Castro inelegível por oito anos. Nunes Marques divergiu da maioria e votou pela absolvição do então governador.
Escola Judiciária Eleitoral
A Escola Judiciária Eleitoral promove atividades de formação, pesquisa e capacitação para magistrados, servidores e operadores do Direito Eleitoral. A vice-diretoria auxilia na coordenação das ações acadêmicas e institucionais.
Em nota, o TSE informou que a função exercida por Fabiana Severo não é remunerada.
“Fabiana Cristina Ortega Severo não receberá nada pelo cargo na Escola Judiciária Eleitoral”, diz a Corte. “Trata-se de uma função pro bono. É mulher e advogada militante na esfera eleitoral e atuou pelo PV durante anos. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, entende que ela atuará com zelo e dedicação na função de coordenar os trabalhos da Escola.”
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