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Política

O novo chefe do GSI de Lula e Fidel

Assessor de longa data de Flávio Dino, Ricardo Cappelli não tem formação na área de segurança pública

O chefe interino do GSI, Ricardo Cappelli | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O jornalista e ex-presidente da União Nacional de Estudantes (UNE) Ricardo Cappelli, assessor de longa data do ministro da Justiça, Flávio Dino, foi escolhido pelo presidente Lula como ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Secretário Nacional de Justiça — o número dois no Ministério de Dino, Cappelli ocupará o cargo interinamente, segundo o governo, depois que o general da reserva Gonçalves Dias, conselheiro de Lula e responsável pela segurança pessoal do presidente nos dois primeiros mandatos, pediu demissão, abrindo uma crise no governo.

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No currículo de Cappelli, que foi o interventor de segurança pública no Distrito Federal, depois dos atos de 8 de janeiro, não consta nenhuma formação nas áreas de segurança ou inteligência, mas, sim, um fato peculiar: como presidente da UNE, Cappelli atuou para levar o então ditador cubano Fidel Castro, morto em 2016, para participar do 46º entidade estudantil, em 1999, em Belo Horizonte.  

Postagens com a fotografia de Cappelli ao lado de Fidel foram publicadas nas redes sociais.

No site da UNE, que reproduz um diálogo entre o então estudante e o ditador, Cappelli elogiou Fidel por aceitar praticar do congresso estudantil: “Esse episódio na verdade demonstra a grandeza e a sensibilidade de uma pessoa que foi um dos principais personagens do Século 20.”

Considerado o braço direito do ministro, o jornalista, que agora alcança elevados cargos na Segurança Pública, foi secretário de Comunicação do governo de Dino no Maranhão. Assim como o atual ministro, ele foi do PCdoB, do qual também se desfiliou em 2021.

Cappelli também foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Iguaçu e diretor e secretário nacional do Ministério do Esporte, no primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006.

O jornalista assumiu o GSI na quinta-feira 20, um dia depois que imagens mostraram Gonçalves Dias e outros membros do GSI no Planalto, em 8 de janeiro, em franca interação com os invasores. As imagens do sistema interno de segurança eram mantidas sob sigilo pelo governo e foram divulgadas apenas na quarta-feira 19 pela CNN Brasil.

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