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Política

‘Óbvio conflito de interesses’, diz Estadão sobre escritório do ministro da CGU advogar para Odebrecht

Jornal sugere que, em respeito à República, a melhor opção seria que Vinicius Marques deixasse o cargo

Escritório de advocacia de Vinícius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União, presta serviço à Odebrecht
Escritório de advocacia de Vinícius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União, presta serviço à Odebrecht | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Há pelo menos seis anos, o escritório de advocacia de Vinícius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União, presta serviços à Odebrecht, atual Novonor. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o VMCA Advogados representa a empreiteira no processo de revisão do acordo de leniência firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no âmbito da Operação Lava Jato.

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O conflito de interesses, segundo a Lei 12.813/2013, “parece evidente neste caso”, diz o editorial do Estadão desta terça-feira, 16. 

Apesar de Vinícius Marques ter se licenciado da banca — que, inclusive, leva suas iniciais — ao ocupar o cargo no governo Lula (PT), o escritório não parou de auar pelos interesses da ex-Odebrecht. No entanto, no lugar do ministro, ficou a advogada Marcela Mattiuzzo, que é sua mulher.

Conforme apurou o Estadão, o conflito de interesses não se limita ao caso da empreiteira condenada. É que muitos dos clientes do VMCA Advogados têm interesses sob análise de órgãos governamentais, principalmente a CGU.

O que disse o ministro

Vinicius Marques de Carvalho
Ministro afirmou que abriu mão de sua remuneração e escritório | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro de Lula declarou em nota que abriu mão de sua remuneração como “sócio patrimonial” do escritório. Só não informou como ficaria a distribuição de dividendos ou se a sua mulher iria receber a parte dele nos valores. 

Para o jornal, “há muito ainda a ser explicado nessas relações eticamente questionáveis”. Sobretudo, quando se fala de um caso escandaloso de corrupção, como o da Novonor/Odebrecht na Operação Lava Jato.

O editorial sugere que, em respeito à República, a melhor opção seria que Vinicius Marques deixasse o cargo, caso o seu escritório continue a advogar para a Novonor/Odebrecht no âmbito da CGU e do Cade. 

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6 comentários
  1. Henrique Bhering Andrade
    Henrique Bhering Andrade

    Isto se chama PORNOGRAFIA PURA, simples como isto. Em um país sério este senhor VMCA amais seria convocado para tal cargo. Banalização total da corrupção com a participação da família. DEGRADAÇÃO total da ética.

    1. ROGILDO GALLO
      ROGILDO GALLO

      Perfeito. Lembrando que o Lulla é amigo do pai do amigo, que por sinal são os donos da Odebrecht.

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