Opinião: Doria, #FiqueEmCasa

Governador endurece regras de isolamento e 'dá no pé'. Redes sociais reagem e o passeio termina em um dia
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Governador de São Paulo: isolamento só se for para os outros | Foto: Divulgação
Governador de São Paulo: isolamento só se for para os outros | Foto: Divulgação

Governador endurece regras de isolamento e ‘dá no pé’. Redes sociais reagem e o passeio termina em um dia — mas o estrago já estava feito

Governador de São Paulo: isolamento só se for para os outros | Foto: Divulgação
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O dia não poderia ter sido mais desastroso para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Flagrado no portão de embarque para passar as festas (que festas?) de fim de ano em Miami (EUA), conforme revelado com exclusividade por Oeste, foi bombardeado como nunca nas redes sociais por políticos, analistas e, sobretudo, pelo cidadão que não engoliu o anúncio de novas medidas restritivas de isolamento no coração financeiro do país, que sonha com alguma luz no final do túnel para se recuperar do estrago causado pela pandemia.

Emparedado pela opinião pública, que recebeu como descaso a “saidinha” do tucano para a Florida enquanto recebia a notícia de que o comércio não terá Natal, Doria decidiu cancelar as férias. Mas não sem antes fazer um desabafo nas redes sociais: “A partir de hoje, o vice-governador, @rodrigogarcia_, assume interinamente o Governo de SP. Estou tirando dez dias de licença para me dedicar à minha família. Trabalhei ininterruptamente ao longo de 2020, sacrificando o convívio familiar, especialmente com a Bia, minha esposa”, escreveu no Twitter.

Quando a emenda já parecia pior do que o soneto, veio a explicação oficial, duas horas depois: “Acabo de receber a notícia de que o Vice-governador, @rodrigogarcia_, testou positivo para a covid-19. Por conta disso, estou cancelando minha licença e retorno ainda hoje para SP para seguir o trabalho à frente do Governo de SP. Desejo pronta recuperação ao Rodrigo Garcia”.

A quarta-feira terminou com o pronunciamento do Instituto Butantan — aquele que Doria quase chama de seu — de que os testes da coronavac funcionaram, mas, enfim, pois é, talvez seja melhor aguardar mais um pouco para anunciar resultados definitivos…

Outros políticos já enfrentaram situações parecidas. Um clássico foi a viagem da neoaliada dos tucanos e ex-petista Marta Suplicy para Europa quando era prefeita e a capital paulista sofria com alagamentos e crise financeira em 2004. À época, o passeio catastrófico, entre outros motivos, lhe custou a reeleição.

Doria passou o ano repetindo à exaustão — e até irritar o cidadão paulista — o bordão #FiqueEmCasa. Uma recomendação que ele mesmo decidiu descumprir.

Leia mais:
J.R.Guzzo: Uma seita chamada covid
Augusto Nunes: O picadeiro e a pandemia

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