publicidade
Política

Pacheco define data para análise da PEC da Gastança

Texto deve ter impacto de cerca de R$ 200 bilhões

Lula Pacheco
O presidente eleito Lula (esq.), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (dir.), durante um encontro na residência oficial de Pacheco, em Brasília - 31/10/2022 | Foto: Pedro Gontijo/Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pautou para a quarta-feira 7 a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Gastança. O texto é de autoria do governo Lula. O projeto, contudo, tem de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, antes de ser ir ao plenário.

Conforme a proposta entregue pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, a PEC vai ter prazo de quatro anos, com impacto de cerca de R$ 200 bilhões nas contas do governo. Se aprovado no Senado, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados. A ideia é a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600.

Receba nossas atualizações

“No horizonte, nos queremos aprovar essa PEC antes do fim de dezembro para que ela possa ir para a Câmara“, disse o relator do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI). Espera-se que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defina o relator do texto nesta segunda-feira, 5.

Raio X da PEC das Gastança

Na pandemia, houve despesas que não entraram na regra do teto, devido ao caráter excepcional do período. Para ocorrer essa exceção, é necessária a aprovação do Congresso Nacional.

Aquilo que foi uma exceção durante a pandemia poderá se tornar regra a partir de 2023 com a PEC da Transição (valor aproximado de R$ 200 bilhões). A cifra bilionária proposta seria para o pagamento de despesas não previstas no Orçamento de 2023, como o aumento real do salário mínimo e do Auxílio Brasil para R$ 600. Para viabilizar a proposta, é necessário “furar o teto”, não computando essas despesas na regra fiscal.

Há três problemas com a PEC. O primeiro é a própria elevação do gasto público em 2023. O segundo é a quebra de regra institucional, o “jeitinho brasileiro” na regra fiscal, minando a confiança dos empresários e investidores no governo. E o terceiro problema — e o mais grave — é que talvez o aumento do gasto não valha apenas para 2023, mas para os próximos quatro anos, ou se torne permanente.

No entanto, para garantir a sustentabilidade de um gasto permanente é necessário que a arrecadação não caia, pelo contrário, cresça pelo menos na mesma proporção da despesa. O problema é que o aumento da arrecadação do governo depende do crescimento do país. E o governo não consegue decretar o aumento do PIB para os próximos anos. Ao contrário, esse tipo de medida populista gera incertezas fiscais, afastando os investimentos do setor privado, o que exerce influência negativa sobre o crescimento econômico do país.

Para ter uma ideia do rombo fiscal, seriam gastos aproximadamente R$ 800 bilhões em quatro anos. Essa quantia equivale a toda a economia gerada pela reforma da previdência. Em outras palavras, estaríamos “jogando a reforma da previdência no lixo”.

Leia também: “A PEC da Argentina do governo Lula: um desastre econômico”, artigo de Alan Ghani publicado na Edição 139 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

8 comentários
  1. Manoel Antônio M Moura
    Manoel Antônio M Moura

    Tamus fufu….muda Brasil. Cadê os homens de culhoes rôxo pra tomar a frente desses canalhas e impedir o caos total da nação.

  2. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    Tive um sonho nesta noite.
    Que no dia 07 realmente consumaram a perspectiva de botar 200 bilhões no bolso destas organizações criminosas. Meu anjo, no sonho, me disse que eu não poderia acreditar, pois o correto seria a votação ser feita com o nosso Congresso, na nova legislatura.
    Ví ratos
    Ví bombardeios
    E no dia 08, um dia após, o congresso foi fechado por forças superiores.
    E que em 2.023 não mais qualquer congresso existia, e o VERDADEIRO PODER MESSIÂNICO, que já haverá sido acreditado pelo povo ordeiro, rumou ao estrelato mundial com crescimento jamais visto, sendo acreditado pelo mundo, tornando-se uma referência mundial e alcançando o 2º lugar em importância economica e militar, tudo utilizando bem e honestamente os 200 bilhões que foram aprovados pelos corruptos.
    Acordei em 2.026 com Bolsonaro entregando a faixa presidencial para Tarcísio de Freitas.

  3. BEATRIZ DOS SANTOS GOMES SANTANA
    BEATRIZ DOS SANTOS GOMES SANTANA

    pacheco o charlatão no senado….inútil …. canalha verme VIL !!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Cynthia T dos Santos
    Cynthia T dos Santos

    Esse imbecil do Pacheco com o idiota do Lira tem TUDO para mudarem a história do Brasil, mas preferem se juntar a CRÁPULA E CORRUPTO. Poderiam entrar para a história como homens dignos e patriotas, mas vai entrar como ratos!

  5. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    O canalha que se vendeu à quadrilha quer agora e reeleger e escravizar a naçäo mas espera-se que o novo Senado corte as asas deste vagabundo e seja o equilíbrio da naçäo na próxima legislatura.

  6. Albertino Luiz
    Albertino Luiz

    É o fim do país…
    -O país foi roubado por 14 anos,
    -Veio a pandemia deram 700 bilhões aos estados!
    -Agora esse rombo nas contas públicas…
    O país vai quebrar infelizmente!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade