PARTE II: O que Roberto Jefferson pensa sobre o globalismo e o Foro de SP ?

O que Roberto Jefferson pensa sobre o globalismo e o foro de São Paulo ? Leia a entrevista
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O presidente do PTB, Roberto Jefferson | Foto: Weleson Nascimento/PTB Nacional

Este trecho faz parte da entrevista exclusiva que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, concedeu a Oeste. Acompanhe outros tópicos desta entrevista. 

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Foro de São Paulo, globalismo e os governos de esquerda

Em termos de política internacional, o que o Foro de São Paulo representa para a esquerda? 

Nós nos atrasamos. Nós não tínhamos a informação. Foro de São Paulo é coisa que a gente está ouvindo falar há dois ou três anos. Eu não sabia da dimensão do que era o Foro de São Paulo construído pelo Fidel Castro, pelo Fernando Henrique, pelo Lula, pela Dilma, pelo Hugo Chávez, da Venezuela, pelos Kirchners, marido e mulher, a Cristina Kirchner e o Nestor Kirchner. Aquele boliviano, presidente do sindicato da cocaína, o Evo Morales. Esses caras fundaram esse Foro de São Paulo. Eu achei que era um lugar para debater. Não, não, não. Era para aprofundar na América Latina a troca de financiamento entre os governos de esquerda. A Venezuela começou a financiar o PT no Brasil porque Chávez chegou ao poder antes de Lula, deu dinheiro na eleição do Lula, foi apreendido um avião com US$ 3 milhões na Argentina levando dinheiro para a eleição do Kirchner, era dinheiro que vinha da Venezuela, que já tinha virado esquerda.

O senhor acredita que houve financiamento do PT a governos da esquerda?

Então, quando Lula assume o BNDES e passa a financiar a Bolívia, passa a dar dinheiro para a Venezuela, passa a dar a Argentina, Cuba, Angola. Ele usa o dinheiro do BNDES e empréstimos do Banco do Brasil, da Caixa. O Foro de São Paulo era uma união ideológica que nós não tínhamos a dimensão do que eles faziam. Eu estou sabendo mais recentemente, que passei, agora, a me dedicar a isso. O próprio globalismo, eu vim a saber de globalismo em 2014 pelo coronel Ênio Fontenelle, que é um estudioso do Serviço Nacional de Informação (SNI). Durante 30 anos, foi um estudioso de geopolítica e descobriu esse movimento do globalismo mundial. Começou a estudar o globalismo no SNI, começou a informar as Forças Armadas, mas eram informações ainda muito restritas. Aos militares, aos presidentes. Nós, do povo, não tínhamos essas informações, temos, agora.

Como se deu esse despertar do senhor acerca da esquerda?

Começou pelo coronel Ênio Fontenelle. Foi quem me acordou, em 2014. Ele disse: “Jefferson, eu sei que você é um homem guerreiro, eu vi que você não corre de luta, lutou sozinho ao lado do [ex-presidente Fernando] Collor, depois enfrentou toda a esquerda naquele caso do mensalão, nós estamos precisando de um guerreiro como você”. Falei: “Mas como coronel, não tô entendendo o senhor”. Ele começou a me explicar o que era o globalismo. Desde então, tô (sic) na briga, tô (sic) na luta, e comecei a trabalhar meu Twitter neste sentido. A escrever e raciocinar e aprender com o coronel Ênio Fontenelle a colocar essas ideias como estou colocando para você.

O que o governo Bolsonaro pode ganhar com a aproximação com o PTB ? Aguarde o próximo tema da série.

 

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