publicidade
Política

PF agiu como ‘polícia de jagunços’, diz Ramagem

Para ex-delegado da Polícia Federal, retirada de faixa com a inscrição ‘ladrão’ configura ‘censura explícita e abuso de autoridade’

Alexandre Ramagem, durante vídeo nas redes sociais | Foto: Reprodução/X/@delegadoramagem
Alexandre Ramagem, durante vídeo nas redes sociais | Foto: Reprodução/X/@delegadoramagem

O ex-delegado da Polícia Federal (PF) Alexandre Ramagem criticou a atuação da corporação em um caso envolvendo a exibição de uma faixa com a palavra “ladrão” em um imóvel em Presidente Prudente (SP), que receberia a visita do presidente Lula da Silva nesta última segunda-feira, 27. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o também ex-deputado federal afirmou que eventual ordem para retirada do material configura censura explícita, perseguição e abuso de autoridade. “Uma Polícia Federal, antes com tamanha credibilidade, agora é uma polícia de jagunços”. 

Receba nossas atualizações

Ramagem: falta de decisão judicial fundamentada

Atualmente residindo nos Estados Unidos, Ramagem disse que é “juridicamente descabido” que a Polícia Federal atue de forma coercitiva para obrigar um cidadão a remover, de dentro do próprio domicílio, uma manifestação desse tipo. Segundo ele, a medida violaria princípios constitucionais como a inviolabilidade do lar e a liberdade de expressão.

Diretor da Agência Brasileira de Inteligência (2019/2022), durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ramagem argumentou que a exibição da faixa, por si só, não configura crime, especialmente quando não há violência, desordem ou obstrução de vias públicas. Na avaliação dele, qualquer restrição ao conteúdo de manifestações deveria ocorrer apenas mediante decisão judicial fundamentada, e não por iniciativa direta de agentes policiais.

Ramagem também mencionou o presidente Lula da Silva ao sustentar que figuras públicas estão sujeitas a críticas mais amplas no debate democrático. Ele citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que autoridades possuem menor proteção à honra em comparação a cidadãos comuns, justamente para garantir a liberdade de crítica política.

O ex-deputado afirmou ainda que, mesmo em casos de eventual ofensa, a legislação prevê mecanismos como a exceção da verdade em crimes contra a honra. Para ele, manifestações críticas, ainda que duras ou irônicas, estão protegidas constitucionalmente quando não envolvem incitação à violência.

Leia também: “Eleição sob suspeita”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 319 da Revista Oeste

Ramagem defendeu que a exibição de faixas com conteúdo crítico em residências particulares constitui exercício legítimo de opinião e não pode ser alvo de repressão estatal.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade