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Política

PF anuncia operação nacional para proteger candidatos à Presidência

Esquema deve atender até 10 candidaturas simultaneamente, com quase 500 agentes especializados, carros blindados, tecnologia antidrone e orçamento estimado em quase R$ 100 milhões

interventor do distrito federal
Sede da Polícia Federal em Brasília | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) concluiu o planejamento da operação que fará a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. A estrutura, coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), foi dimensionada para atender simultaneamente até dez candidaturas e contará com equipes especializadas distribuídas em todo o país, além de uma central nacional de monitoramento em tempo real.

A proteção deve ser iniciada a partir de 20 de julho, depois da homologação das candidaturas nas convenções partidárias e desde que as campanhas solicitem formalmente o serviço. Segundo a PF, a adesão é facultativa, e os candidatos que optarem por não utilizar a estrutura poderão solicitar o apoio posteriormente.

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De acordo com a corporação, a operação foi planejada para garantir tratamento igualitário às candidaturas, mas “o efetivo e os recursos empregados serão definidos de forma individualizada, de acordo com o nível de risco e com as características de cada agenda”.

A corporação também ressaltou que não divulgará informações sensíveis relacionadas às candidaturas, como a “classificação de risco” e “nem o número de servidores destinado a cada equipe”.

Cada campanha vai contar com um plano próprio de segurança, elaborado a partir de análises técnicas que consideram fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, rotas de deslocamento, acessos e o contexto de segurança de cada localidade. As avaliações poderão ser revistas ao longo da campanha, permitindo o reforço ou a redução do efetivo sempre que necessário.

Antes de cada compromisso, equipes precursoras realizarão inspeções nos locais dos eventos e coordenarão as ações com as forças estaduais e municipais de segurança. Conforme a PF, o objetivo é permitir que os atos de campanha ocorram “de maneira discreta e com a menor interferência possível na dinâmica dos atos eleitorais”.

Estrutura terá quase 500 agentes

Polícia Federal
Quase 500 agentes devem participar da operação| Foto: Divulgação/ PF

A operação deve mobilizar quase 500 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, com apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação.

Desde abril, a corporação mantém reuniões com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o funcionamento do esquema de segurança. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados oficialmente sobre a operação, e a PF realizou encontros específicos com campanhas que solicitaram esclarecimentos adicionais.

Caso o presidente da República dispute a reeleição, sua proteção continuará sendo realizada pelo modelo atualmente adotado, com atuação conjunta da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Orçamento de R$ 100 milhões

A polícia também informou que aproximadamente R$ 95 milhões foram destinados à operação de segurança dos candidatos à Presidência. Os recursos serão utilizados na mobilização do efetivo, na contratação de serviços e na aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits antibombas.

A atuação da corporação na proteção de presidenciáveis está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria nº 493/1998, do Ministério da Justiça.

Tecnologia será empregada

Além do efetivo, a operação contará com recursos tecnológicos que poderão ser empregados conforme a necessidade de cada agenda.

  • Estrutura prevista pela PF:
  • Até 10 candidaturas protegidas simultaneamente;
  • Mobilização de até 458 servidores;
  • Veículos blindados;
  • Equipamentos de defesa antidrone;
  • Sistemas de reconhecimento facial;
  • Monitoramento de ameaças digitais;
  • Kits de vistorias antibombas;
  • Grupos táticos especializados;
  • Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, para acompanhamento em tempo real das equipes.

Segundo a corporação, mais de 600 profissionais passaram por cursos de capacitação entre 2025 e 2026 para atuar na operação. O treinamento incluiu direção veicular, primeiros socorros, operação de drones, salvamento aquático, inteligência, logística e proteção de autoridades.

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A partir de 20 de julho, a corporação ativará em Brasília a Sala Nacional de Comando e Controle, responsável por acompanhar simultaneamente as agendas de campanha, o posicionamento das equipes e eventuais ocorrências operacionais.

“Essa centralização é operacional, não de inteligência: as avaliações de risco e as informações sensíveis sobre cada candidato continuam restritas a quem, de fato, precisa delas para atuar”, disse. 

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