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Política

PF cumpre mandado na Câmara e mira deputado do PSB

Investigação apura esquema de fraudes em licitações e captação ilícita de recursos públicos em prefeituras cearenses

Júnior Mano
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões das contas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 8, mandados de busca no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), em Brasília. A ação faz parte de uma operação que investiga fraudes em licitações e desvio de verbas públicas destinadas a municípios do Ceará.

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a operação. A PF cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Brasília e em cinco cidades do Ceará: Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio. Os agentes também vasculharam o gabinete de Júnior Mano, na Câmara dos Deputados.

O nome de Júnior surgiu na investigação depois de a prefeita de Canindé denunciar um aliado dele durante a campanha de 2022. Ela acusou o parlamentar e o prefeito de Choró, no Ceará, de praticarem crimes eleitorais.

Segundo o depoimento, Júnior destinava emendas ao aliado, que atuava na “lavagem” dos recursos. A denúncia cita repasses a pelo menos 51 municípios. “A lavagem consiste em contratar o gestor, oferecendo como exemplo 1 milhão com retorno de 15% para ele”.

PF destaca atuação de grupo organizado para fraudar contratos

As investigações mostram que o grupo direcionou recursos públicos a prefeituras específicas mediante pagamento de propina. Os envolvidos também manipularam processos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao esquema. Gilmar Mendes determinou o compartilhamento integral das provas com a Controladoria-Geral da União.

O magistrado ainda autorizou a abertura de uma investigação para apurar, detalhadamente, a suposta participação de autoridades com foro privilegiado na destinação e na execução ilícita de emendas parlamentares.

+ Leia também: “Governador do Maranhão direciona mais de R$ 900 mi a empresa de prefeito aliado”

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões das contas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas. A medida tem como objetivo evitar a dissipação de valores suspeitos e garantir recursos para eventual ressarcimento ao Erário.

Os crimes investigados incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica para fins eleitorais e captação ilícita de sufrágio.

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