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Política

PGR pede condenação de Tagliaferro por suposto vazamento de dados sigilosos

Documento assinado por Paulo Gonet foi encaminhado ao STF

Tagliaferro atuou diretamente em processos sensíveis relacionados às eleições de 2022 e às investigações que se seguiram aos atos de 8 de janeiro de 2023 | Foto: Divulgação/Oeste
Pedido é relacionado a atuação de Tagliaferro no TSE | Foto: Divulgação/Oeste

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 25, a condenação de Eduardo Tagliaferro por supostos vazamentos de informações sigilosas enquanto atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas alegações finais do processo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que o ex-assessor do TSE teria cometido os crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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A fase de alegações finais, concluída nesta segunda-feira, é a última etapa da instrução criminal antes de o processo ser levado a julgamento pelo colegiado do STF.

No processo, Tagliaferro é representado pela Defensoria Pública da União (DPU), que aponta supostas nulidades no andamento da ação. A defesa também sustenta que o réu deveria ter sido intimado por carta rogatória, já que está no exterior.

Acusação da PGR contra Tagliaferro

Segundo a PGR, o réu teria divulgado à imprensa diálogos de assuntos sigilosos quando ocupava cargo na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.

Leia também: “DPU diz que Moraes não pode julgar Eduardo por suposta coação”

A acusação sustenta que Tagliaferro vazou à imprensa mensagens e informações internas do TSE e do STF. A PGR cita, em especial, reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo em agosto de 2024 sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes e de servidores do TSE. Segundo o órgão, o material divulgado saiu diretamente do celular do ex-assessor.

Gonet afirma também que Tagliaferro tentou obstruir investigações relacionadas a supostos atos antidemocráticos e ao núcleo investigado nos inquéritos das fake news e da tentativa de golpe. Segundo o procurador-geral, o ex-assessor aderiu às narrativas do jornalista Allan dos Santos, ameaçou divulgar novos materiais sigilosos e promoveu uma campanha de arrecadação para viajar aos Estados Unidos e “expor provas do TSE”. “O dolo do agente transcendeu o mero vazamento de informações”, argumentou o PGR.

Para Gonet, o réu cometeu coação no curso do processo ao tentar intimidar ministros e interferir em investigações conduzidas pelo STF. O procurador-geral também afirma que Tagliaferro reforçou narrativas contra a Corte e o sistema eleitoral.

Leia também: “STF inicia julgamento de recursos de Eduardo Tagliaferro”

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