A proposta revisada de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, está sob análise da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os órgãos devem decidir nos próximos dias se continuam com as negociações, solicitam novos ajustes ou rejeitam o acordo.
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A entrega dos primeiros anexos da propostas ocorreu na última segunda-feira, 1º, em reunião entre os advogados do banqueiro e equipes da PF e PGR. No encontro seguinte, na terça-feira 2, a defesa incluiu acréscimos ao material. Uma terceira audiência, marcada para esta quarta-feira, 3, foi adiada a pedido dos investigadores, que solicitaram mais tempo para avaliar o conteúdo apresentado.
Proposta inicial de Vorcaro era insuficiente

Fontes próximas às negociações avaliaram que a nova versão está mais detalhada e consistente em relação à primeira, recusada em maio. O teor desse documento inicial permanece sob sigilo judicial, mas, segundo apuração do jornal O Globo, Vorcaro tentou justificar pagamentos e relações com políticos, sem admitir crimes. Esse possível fato distancia-se do esperado para acordos desse tipo, quando se exige a entrega de provas inéditas.
Além disso, Vorcaro teria omitido informações já conhecidas da PF, como o suposto pagamento mensal ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que nega irregularidades, e contatos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador do Rio, Cláudio Castro.
Investigadores consideraram inviável seguir com a proposta anterior em razão dessas omissões. Eles acreditam que poderiam facilmente revelá-las com análise dos celulares de Vorcaro, de familiares e de pessoas próximas.
Nos bastidores, os agentes interpretaram a postura inicial de Vorcaro como tentativa de ganhar tempo fora do sistema prisional de segurança máxima.
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A próxima etapa prevê a análise detalhada da nova proposta da defesa do ex-banqueiro, momento em que PF e PGR avaliarão se o material traz informações inéditas e relevantes. Havendo elementos suficientes, o empresário poderá prestar depoimentos e apresentar provas. Caso o acordo avance, chegará ao ministro André Mendonça, do STF, responsável por analisar a legalidade e decidir sobre a homologação da delação premiada.





































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