publicidade
Política

PP busca ampliar distanciamento do governo Lula

No retorno dos trabalhos no Congresso Nacional, um dos objetivos será vetar projeto do presidente sobre a regularização fundiária na fronteira

Tereza Cristina senadora PP
Tereza Cristina considera injusto o projeto de Lula | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O veto ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de regularização fundiária na faixa de fronteira, será um dos objetivos do Progressistas (PP). No retorno dos trabalhos no Congresso Nacional, o tema deve mobilizar a bancada da legenda que ainda tem filiados em cargos estratégicos no governo federal, segundo o jornal O Globo.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A posição foi reafirmada pela senadora Tereza Cristina. Ela classificou a decisão do governo como injusta e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais em todo o país, argumentando que o veto ignora um acordo construído no Parlamento com ampla maioria.

“Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo”, disse a parlamentar. “Já vencemos essa luta no Legislativo ao aprovar a proposta, e vamos vencer novamente ao derrubar o veto. Não abriremos mão da defesa da segurança jurídica e do direito de quem vive do trabalho no campo.”

A senadora define como essencial a regularização fundiária na faixa de fronteira. Somente desta maneira, segundo ela, será possível garantir prosperidade, acesso a crédito e estabilidade para produtores rurais, com forte apelo em várias bases eleitorais do agronegócio e do interior.

PP já tem se distanciado de Lula

O anúncio do PP acontece em meio a um cenário político de maior distanciamento entre o partido e o governo Lula. O bloco formado pelo Progressistas e pelo União Brasil oficializou em setembro último a saída da base aliada no Congresso Nacional.

A determinação interna, divulgada em nota pelos presidentes das duas legendas, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), exigiu que todos os filiados com mandatos renunciassem aos cargos que ocupam no Executivo federal, incluindo ministérios, num prazo definido pelos dirigentes.

Leia mais: “PL critica exoneração de servidora que denunciou o uso político do IBGE”

O argumento teve como base as divergências do partido com a condução do governo, que estariam prejudicando a imagem do partido dentro do espectro político à direita. A saída, porém, tem sido gradual.

André Fufuca, ministro do Esporte e deputado federal licenciado, ainda se mantém no governo. Isso fez o partido afastá-lo de funções executivas, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório no Maranhão. Ele não deixou a legenda nem entregou a pasta ministerial.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade