O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), tornou-se alvo de uma ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de São Paulo sob acusação de praticar o chamado “nepotismo afetivo” ou “nepotismo amoroso”. A ação também inclui a enfermeira Milena Guimarães Coelho, apontada pela Promotoria como companheira do prefeito.
Segundo a promotora Ana Cristina Ioriatti Chami, Milena ocupou sucessivos cargos comissionados na administração municipal entre 2017 e 2025 em um contexto de relacionamento íntimo com Anderson Farias. Para o Ministério Público, as nomeações teriam violado os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade administrativa.
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Prefeito: reflexos políticos
A ação pede a nulidade das nomeações, a aplicação de multas, a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos e a proibição de contratar com o poder público. Caso haja condenação, a decisão poderá ter reflexos políticos para o prefeito.
De acordo com a Promotoria, há indícios de que Milena exerceu funções de confiança e cargos de livre nomeação enquanto mantinha relacionamento com o então secretário municipal e, posteriormente, prefeito. O Ministério Público também aponta suspeitas sobre o cumprimento da jornada de trabalho, eventual atuação paralela em atividades privadas e participação em viagens oficiais que deverão ser investigadas ao longo do processo.
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Os promotores solicitaram ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados, além do acesso a registros de viagens, frequência funcional e outros documentos que possam esclarecer as circunstâncias das nomeações.
Em nota, Anderson Farias negou qualquer irregularidade e afirmou ter recebido a ação com “absoluta indignação”. O prefeito declarou confiar na Justiça e disse que adotará todas as medidas necessárias para apresentar sua defesa.
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