O presidente da Itália, Sergio Mattarella, chegou ao Brasil neste domingo, 14, para cumprir agenda de cinco dias. Essa é a primeira visita de um chefe de Estado italiano ao país em 24 anos.
A razão da vinda do presidente são as comemorações pelos 150 anos da imigração italiana no Brasil. A visita envolve ainda diálogos entre o G20, presidido pelo Brasil, e o G7, liderado pela Itália.
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Durante a visita, Mattarella vai discutir com o presidente Lula (PT) temas como o acordo Mercosul–União Europeia, transição energética, combate à fome e à desigualdade e a proposta brasileira de taxar super-ricos.
Desde 2022, a Itália é governada por uma coalizão de direita, que tem como líder a primeira-ministra, Giorgia Meloni, que não apoia a taxação de grandes fortunas.
Renovação de acordos entre governo brasileiro e presidente da Itália
Mattarella também vai assinar a renovação do acordo de reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação. Além disso, vai ratificar memorandos de entendimento entre a Universidade de Turim e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Além de Brasília, o chefe de Estado pretende ir a Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
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A visita ocorre em um momento de reaproximação entre os dois países, depois de tensões diplomáticas no final dos anos 2000, quando o governo brasileiro apoiou a extradição do criminoso Cesare Battisti.
Há ainda o desejo de mitigar tensões referentes ao reconhecimento da cidadania italiana de brasileiros, com denúncias de irregularidades e excesso de processos judiciais.
Impacto simbólico e diplomático da visita
Embora a visita tenha um efeito simbólico e diplomático, o presidente da Itália, em um regime parlamentarista, tem papel simbólico em muitos assuntos.
Se ele veio comemorar os 150 anos da imigração italiana, porque o Espírito Santo, onde começou a imigração italiana não está na sua agenda?