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Política

Psol quer a quebra de sigilo telefônico de Nikolas Ferreira

Pedido à PGR cita possível violação de regras impostas ao ex-presidente e questiona atuação do deputado durante período de prisão domiciliar

A deputada do Psol Érika Hilton e o liberal Nikolas Ferreira | Foto: Reprodução/redes sociais
A deputada do Psol Érika Hilton e o liberal Nikolas Ferreira | Foto: Reprodução/redes sociais

O Psol protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de quebra do sigilo telefônico do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A solicitação baseia-se principalmente em uma reportagem que registrou o parlamentar com seu celular próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O fato teria ocorrido durante a visita do deputado a Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar preventiva. O Psol afirma desse modo que visitantes não podem usar celulares, conforme regras da Ação Penal 2.668. O partido destaca sobretudo que Nikolas Ferreira solicitou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para visitar Bolsonaro.

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Psol diz que deputado sabia das restrições

O STF, dizem os esquerdistas, teria informado Nikolas sobre a necessidade de cumprir todas as limitações previstas, incluindo a proibição de portar celulares, tirar fotos ou fazer gravações. Nas redes sociais, Nikolas alegou não ter recebido comunicação prévia sobre restrições ao uso do aparelho.

O episódio levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar que a defesa de Bolsonaro esclareça a situação em até 24 horas. Ao mesmo tempo, a deputada Érika Hilton (Psol-SP) acionou o STF para que também apure a conduta do parlamentar.

Leia também: “Só a redemocratização do Brasil nos salva”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 297 da Revista Oeste

No pedido à PGR, o Psol acusa Nikolas Ferreira de possível crime de desobediência e questiona se o deputado teria participado, direta ou indiretamente, da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. O partido ressalta que a visita ocorreu poucas horas antes da tentativa de rompimento do equipamento.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar no âmbito de investigação que apura suposta coação no curso do processo, ligada a articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com autoridades estrangeiras. Depois dos novos episódios, a Justiça ordenou a transferência de Bolsonaro para o regime fechado.

O ex-presidente cumpre agora a pena de 27 anos e três meses por suposta organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ele permanece inelegível até 2060 e ainda será julgado pelo Superior Tribunal Militar, que avaliará a eventual perda de sua patente de capitão. 

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4 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    A filmagem ou espionagem, é crime segunda a constituição brasileira! Se é que ela ainda vale alguma coisa!

  2. ALEX
    ALEX

    O verme que tentou matar Bolsonaro é um psolista, Adélio Bispo. Por que o sigilo telefônico da cúpula do PSOL não foi quebrado à época?

  3. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    O povo tem que ir as ruas e acabar com essa palhaçada desses maconheiros e escarrados da verdadeira Sociedade!

  4. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    PSOL tem que explicar pq o Adélio tentou matar Bolsonaro e com quem dinheiro se hospedou em Sta Catarina para frequentar clube de tiro. E os advogados de jatinho de sua defesa?

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