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Putin rejeita encontro com Zelensky depois de receber carta

Líder russo afirmou não ver motivos para o diálogo e classificou a proposta de paz de Kiev como mentirosa

Vladimir Putin parabenizou os moradores de Moscou pelo dia da cidade
Vladimir Putin está no poder na Rússia desde 31 de dezembro de 1999, quando assumiu a presidência de forma interina depois a renúncia de Boris Yeltsin. | Foto: Divulgação/Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira, 5, que não vê motivos para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A declaração ocorre logo depois que o líder de Kiev publicou uma carta aberta com uma proposta de negociação presencial para encerrar o conflito.

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De acordo com informações da agência de notícias Reuters, Putin mudou a postura depois que o Kremlin chegou a sinalizar, inicialmente, uma abertura para o diálogo.

Putin aponta tom ‘grosseiro’ e descarta sinceridade

Na véspera da recusa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que Zelensky poderia visitar Moscou “a qualquer momento”. No entanto, a avaliação mudou assim que Putin tomou conhecimento do teor exato do documento enviado pelo rival ucraniano.

“Esta carta contém algumas observações bastante grosseiras”, criticou o líder russo. “Seria uma forma de criar as condições para um encontro presencial ou uma forma de evitar esse encontro? Creio que foi a segunda opção.”

Nacionalistas russos também endossaram a rejeição ao manifesto. O grupo classificou a iniciativa de Zelensky como uma jogada maliciosa de relações públicas, desenhada para inflamar o ambiente político interno na Rússia, e não para cessar os combates.

Avanço militar e propostas de Donald Trump

Em conversa recente com jornalistas internacionais, Putin manteve uma posição intransigente sobre o conflito. O presidente russo assegurou que suas tropas avançam diariamente nas frentes de batalha.

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Apesar da firmeza, o mandatário acenou positivamente para os planos de paz específicos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Putin, o plano norte-americano pode encerrar as hostilidades, desde que Kiev aceite fazer concessões territoriais. Atualmente, os dois países em guerra se acusam mutuamente de travar as negociações.

O teor do manifesto de Zelensky

Na carta aberta divulgada nesta quinta-feira, 4, Zelensky atacou o histórico da política externa de Moscou nas últimas duas décadas. O líder ucraniano também listou os prejuízos econômicos acumulados e a perda de soldados russos no front.

“A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacesa”, diz o trecho assinado por Zelensky.

O mandatário da Ucrânia sugeriu que o aperto de mãos ocorresse em um território neutro, fora de solo russo ou ucraniano. Ele citou locais tradicionais de mediação internacional, como a Suíça, a Turquia ou países do mundo árabe, sob a condição de um cessar-fogo total imediato.

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