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EUA oficializam PCC e CV como organizações terroristas

Decisão do governo Trump amplia sanções, bloqueia ativos e endurece restrições contra integrantes das facções

Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano | Foto: Ken Cedeno/Reuters
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano | Foto: Ken Cedeno/Reuters

O governo dos Estados Unidos classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida foi publicada nesta sexta-feira, 5, no Federal Register e assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

Segundo o Departamento de Estado, há base legal para enquadrar as duas facções na legislação antiterrorismo norte-americana. A decisão altera o status jurídico dos grupos perante autoridades e instituições financeiras internacionais.

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A medida integra a nova estratégia de segurança da gestão Donald Trump, que passou a tratar organizações criminosas transnacionais e cartéis de drogas de forma semelhante a grupos terroristas.

Com o enquadramento, PCC e CV deixam de ser tratados apenas como organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e passam a ser alvo dos mecanismos de combate ao terrorismo utilizados pelos Estados Unidos.

A designação permite o uso de instrumentos mais amplos de investigação, monitoramento e cooperação internacional para rastrear integrantes, operações financeiras e redes de apoio das facções.

Além disso, qualquer pessoa ou empresa acusadas de fornecerem apoio material ou financeiro aos grupos poderão ser alvo de sanções e processos na Justiça norte-americana.

PCC e CV vão ter bloqueio de ativos e restrições migratórias

PCC Justiça
Instituições que operam em dólar ou mantêm relações com o mercado norte-americano ficam obrigadas a bloquear contas, ativos e propriedades associados ao PCC, ao CV ou a integrantes identificados pelas autoridades| Foto: Agência Brasil

Uma das principais consequências da medida é o congelamento de bens e recursos vinculados às facções dentro do sistema financeiro ligado aos Estados Unidos.

Instituições que operam em dólar ou mantêm relações com o mercado americano ficam obrigadas a bloquear contas, ativos e propriedades associados ao PCC, ao CV ou a integrantes identificados pelas autoridades.

A classificação também prevê restrições migratórias. Membros das organizações podem ter vistos cancelados, ficar impedidos de entrar nos Estados Unidos e ser deportados caso estejam em território norte-americano.

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A decisão faz parte da Estratégia Nacional de Contraterrorismo para 2026, que coloca o Hemisfério Ocidental entre as prioridades de segurança nacional dos Estados Unidos.

Na prática, Washington amplia o conceito de terrorismo para incluir organizações criminosas transnacionais envolvidas com narcotráfico, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

A nova diretriz aumenta a pressão sobre bancos, empresas e governos da região para reforçar mecanismos de controle e evitar qualquer relação financeira ou operacional com grupos classificados como terroristas.

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