A nova ofensiva da Polícia Federal (PF) contra suspeitas de fraude no mercado de combustíveis recolocou o empresário Ricardo Magro no centro de investigações sobre sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor.
Dono do grupo Refit e controlador da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, Magro passou a ser procurado internacionalmente nesta sexta-feira, 15, com a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.
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A medida ocorreu no âmbito da Operação Sem Refino, que mira um conglomerado econômico suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Investigadores apontam o empresário como um dos maiores devedores tributários do país.

Radicado em Miami desde a década passada, Magro é tratado nos bastidores das apurações como personagem central de engrenagens financeiras ligadas ao mercado de combustíveis. Além da refinaria fluminense, ele mantém negócios nos Estados Unidos e em Portugal.
O empresário também ganhou projeção política nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter tratado do nome de Magro em uma reunião com Donald Trump, em discussões voltadas à cooperação internacional contra o crime organizado e delitos financeiros.
O episódio ocorre em meio ao debate na Casa Branca sobre a possibilidade de classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Ricardo Magro foi advogado de Eduardo Cunha
Antes da nova operação, Magro já acumulava um histórico de investigações que envolvem corrupção e fundos de pensão. Ex-advogado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, ele foi preso em 2016 em apurações relacionadas a desvios nos fundos Petros e Postalis. Posteriormente, acabou absolvido.
As empresas ligadas ao grupo Refit também apareceram em outras investigações recentes. Em julho do ano passado, o Ministério Público de São Paulo citou companhias associadas ao grupo em apurações sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais.
A Refinaria de Manguinhos ainda foi alvo da Operação Carbono Oculto e chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
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