publicidade
Política

Receita pede à PF laudos sobre joias sauditas

Solicitação foi encaminhada a Alexandre de Moraes e cita urgência para apurar possíveis infrações antes do fim do prazo, em outubro

Michelle está acompanhando Jair Bolsonaro durante sua internação I Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
O casal Michelle e Jair Bolsonaro | Foto: Divulgação/Palácio do Planalto

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

• A Receita Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, acesso aos laudos periciais da Polícia Federal (PF) sobre as joias sauditas;
• Objetos foram entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro;
• A Receita afirma que busca instruir um procedimento administrativo fiscal antes do prazo de cinco anos que termina em outubro;
• A PF indiciou Bolsonaro em 2024 por crimes relacionados às joias;
• A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento da investigação.

A Receita Federal pediu acesso aos laudos periciais e a outros documentos técnicos produzidos pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre as joias sauditas entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O órgão encaminhou a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 22.

Receba nossas atualizações

Segundo a Receita, os documentos são necessários para instruir um procedimento administrativo fiscal e verificar eventuais infrações à legislação aduaneira. O órgão também argumenta que precisa concluir a análise antes do fim do prazo para aplicar possíveis penalidades.

O limite é de cinco anos e termina em outubro deste ano. Por isso, a Receita afirma que precisa receber com urgência os documentos que detalham as características e os valores dos bens para evitar a perda do direito de atuação administrativa.

A decisão do TCU abrange itens como as joias que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu durante uma viagem oficial à Arábia Saudita | Foto: Reprodução/X
A decisão do TCU abrange itens como as joias que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu durante uma viagem oficial à Arábia Saudita | Foto: Reprodução/X

Investigação criminal sobre as joias sauditas foi arquivada

A PF indiciou Bolsonaro em 2024 pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. A corporação investigou uma suposta tentativa de venda, nos Estados Unidos, de joias recebidas da Arábia Saudita durante o governo do ex-presidente.

Segundo o relatório da PF, a operação teria como objetivo gerar enriquecimento ilícito para Bolsonaro. Os investigadores estimaram em cerca de R$7 milhões o valor envolvido no caso.

Saiba mais:

Em março, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da investigação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a legislação não estabelece regras suficientemente claras para permitir a responsabilização criminal no caso.

Gonet ressaltou que sua manifestação se restringia à esfera penal. Segundo o procurador-geral, o arquivamento não impede que órgãos competentes investiguem eventuais responsabilidades nas áreas civil e administrativa.

No mesmo mês, o Tribunal de Contas da União decidiu que presidentes e vice-presidentes podem manter presentes de uso pessoal recebidos durante o exercício do cargo, por não integrarem o patrimônio público.

No início deste mês, Moraes determinou a transferência da custódia das joias presenteadas pela Arábia Saudita a Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ministro do STF atendeu a um pedido da Receita, que recebeu parecer favorável da PGR, e determinou o envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.

+ Entenda o que é Política em Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade