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Política

Reforma tributária será lida na CCJ do Senado na quarta, diz relator

Uma vez aprovado na comissão, o texto deve seguir para votação em plenário no mesmo dia

Senador Roberto Rocha
Senador Roberto Rocha | Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) garantiu que vai ler na próxima quarta-feira, na Comissão de Comissão e Justiça (CCJ) da Casa, o seu parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária.

Após reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e representantes do setor varejista, o parlamentar concedeu entrevista coletiva em que salientou a necessidade da modernização do sistema tributário diante do avanço tecnológico.

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O senador espera fazer a leitura de seu relatório em 23 de fevereiro para votação na CCJ no mesmo dia, salvo em caso de pedido de vista. Uma vez aprovado na comissão, o texto seguirá para votação em plenário no mesmo dia, conforme compromisso firmado com Rodrigo Pacheco.

“No novo momento que o mundo vive, que é o mundo digital, temos, num processo acelerado, vários produtos e serviços sendo desmaterializados. O desafio é como tributar isso, ou seja, temos um mundo digital e o sistema tributário analógico” afirmou Rocha na quinta-feira 17, registrou a Agência Senado.

Roberto Rocha explicou que a proposta sob sua relatoria prevê o estabelecimento do imposto sobre valor agregado (IVA) dual com sistema eletrônico de cobrança, que, conforme ressaltou, não deve ser confundido com a extinta CPMF.

O senador lembrou que o mecanismo do IVA já é adotado em 170 países e que o objetivo da reforma é tributar não o dinheiro, mas produtos e serviços.

Bancarização

Para o relator da PEC, a cobrança eletrônica de tributos se tornará mais fácil graças à qualidade tecnológica do sistema bancário no Brasil, que foi evidenciada com a pandemia.

Roberto Rocha lembrou que em 2020 e em 2021 o auxílio emergencial foi depositado eletronicamente, evitando filas e aglomerações, e aumentando a inclusão bancária da população.

“Essas pessoas eram invisíveis, não estavam bancarizadas, não tinham conta no banco. A partir de agora, temos quase 70 milhões de brasileiros com conta bancária. Podemos, sim, fazer um sistema tributário eletrônico moderno, onde vamos aumentar muito a base de arrecadação de contribuintes, diminuindo aos poucos a carga tributária.”

Luciano Hang

Também presente à reunião, o empresário Luciano Hang disse que as rápidas mudanças tecnológicas, não acompanhadas pela legislação, geram injustiça tributária.

“Acho importante a reforma administrativa, bem como a reforma tributária, e precisamos modernizar a forma de cobrar impostos no país. Nós temos a certeza de que precisamos acelerar a reforma, ser realmente uma reforma digital”, afirmou.

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