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Política

Representantes de Brasil e EUA negociam tarifas nesta sexta-feira

Executivo brasileiro avalia flexibilizar tarifas em áreas específicas para fechar acordo com os norte-americanos; entenda

Donald Trump (EUA) e Lula da Silva (Brasil): novo acordo | Foto: Divulgação/EBC
Donald Trump (EUA) e Lula da Silva (Brasil) | Foto: Divulgação/EBC

Ministros brasileiros e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, vão se reunir por videoconferência nesta sexta-feira, 12. O encontro virtual, conforme informação da CNN Brasil, ocorre para intensificar as negociações sobre as novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

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O ministro Márcio Elias Rosa, responsável pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vai liderar a equipe brasileira. Outros chefes de diferentes áreas do governo federal também podem integrar a conversa, de acordo com fontes ligadas às tratativas.

Pressão depois de recomendação de tarifa dos EUA

Brasil Visão aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em alusão à nota sobre reuniões de ministros com Lula
Visão aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Divulgação/GovBR

As discussões se tornaram mais urgentes depois que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) recomendou à Casa Branca a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O grupo de trabalho bilateral, criado anteriormente para debater medidas do o governo Donald Trump, vai ser reativado. O objetivo é avaliar os impactos dessas possíveis sanções.

Leia também: “O desafio a Trump”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 325 da Revista Oeste

Conforme a CNN, o governo brasileiro prepara uma resposta formal aos Estados Unidos. Apesar de não atender às exigências norte-americanas durante as investigações da chamada “seção 301”, o Brasil cogita negociar ajustes em tarifas específicas de alguns setores, em busca de alternativas diplomáticas.

Uma das opções que o governo brasileiro considera envolve a revisão da postura em relação ao acordo global sobre comércio eletrônico na Organização Mundial do Comércio. A retirada do veto brasileiro pode beneficiar interesses diretos da gestão Donald Trump, o que sinalizaria abertura a novos entendimentos.

A recomendação do USTR para a taxação surgiu depois investigação baseada na “seção 301”. Ela apontou possíveis práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Entre as questões apuradas estão tarifas preferenciais, métodos digitais de pagamento e práticas ambientais, como o desmatamento.

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