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Política

Ricardo Stuckert, o fotógrafo que virou peça-chave do poder

Saiba como a ascensão silenciosa uniu lealdade, verba pública e controle da comunicação oficial do governo Lula

Ricardo Stuckert, o fotógrafo de Lula | Foto: Divulgação/Governo federal
Ricardo Stuckert, o fotógrafo de Lula | Foto: Divulgação/Governo federal

Ele aparece em quase todas as imagens de Lula. Às vezes atrás da câmera. Outras vezes, diante dela — interferindo, orientando, controlando o enquadramento. No lançamento do canal SBT News, foi ele quem interrompeu a gravação de uma conversa entre o presidente e Alexandre de Moraes. Não era um ministro. Nem um assessor formal. Era Ricardo Stuckert, o fotógrafo que se tornou figura central da engrenagem de comunicação do governo.

Em reportagem publicada na Edição 302 da Revista Oeste, o leitor descobre como Stuckert deixou de ser apenas um profissional da imagem para se transformar em um personagem político com acesso privilegiado ao poder. Alçado em 2023 ao cargo de secretário após a criação sob medida da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual, ele passou a ocupar um posto estratégico dentro do Planalto — com estrutura própria, autonomia e custos elevados.

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Só em viagens, o fotógrafo consumiu mais de R$ 250 mil em recursos públicos, fora salários e despesas classificadas como sigilosas. Valores que não incluem os custos operacionais nem os gastos protegidos por justificativas de “segurança institucional”. Tudo isso enquanto exerce influência direta sobre a comunicação presidencial, controla o acesso às imagens de Lula e administra suas redes sociais.

Quem é Ricardo Stuckert

A reportagem mostra como essa ascensão foi construída ao longo de décadas de proximidade com o presidente — desde os tempos de sindicalismo, passando pela campanha do “Lulinha paz e amor”, até chegar ao terceiro mandato. Revela também os bastidores das disputas internas no Planalto, os atritos com a primeira-dama, Janja, e o desconforto causado por um cargo criado sob medida para acomodar um aliado histórico.

Mais do que um perfil biográfico, o texto expõe como a imagem do presidente se tornou um ativo político controlado por poucos, à custa de dinheiro público e com baixa transparência.

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