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Política

Sanderson aciona CNJ e pede afastamento de Moraes: 'Caso escandaloso'

Pedido cobra resposta do órgão de controle do Judiciário

Moraes, durante sessão plenária do STF - 22/10/2025 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Moraes, durante sessão plenária do STF - 22/10/2025 | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-RS), acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira, 30. Ele pediu a abertura imediata de um Processo Administrativo Disciplinar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar também solicita o afastamento do magistrado enquanto durar a apuração.

Na representação, Sanderson cita o que classifica como um caso “escandaloso e inaceitável” envolvendo o escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro, e o Banco Master. O pedido menciona um contrato milionário firmado entre a instituição financeira e o escritório, em meio às investigações que atingiram o banco.

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A iniciativa ocorre em um cenário de pressão crescente sobre o ministro. Parlamentares da oposição já protocolaram no Senado um pedido de impeachment. Também há cobranças para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os fatos relacionados ao Banco Master. Para o deputado, a reação do CNJ é indispensável. “O CNJ perderá sua autoridade se continuar de braços cruzados vendo essa situação sem fazer nada”.

Banco Master e as suspeitas envolvendo Moraes

O Banco Master passou a ser investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro. Técnicos do Banco Central identificaram irregularidades graves em operações da instituição. Em novembro, a Polícia Federal prendeu executivos do banco. Na mesma época, a autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial.

Reportagens jornalísticas revelaram que Alexandre de Moraes manteve contatos diretos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As abordagens trataram da situação do Banco Master e de uma tentativa de venda de ativos ao Banco de Brasília. A operação dependia de aval técnico da autarquia.

Havia divergências internas no Banco Central sobre a necessidade de intervenção no banco. Mesmo assim, o ministro teria demonstrado apoio à conclusão da negociação. Técnicos relataram pressão incomum em favor de uma instituição privada sob investigação.

A denúncia também aponta possível conflito de interesses. O escritório Barci de Moraes mantinha contrato com o Banco Master. O acordo previa pagamentos mensais elevados por serviços de representação junto ao Banco Central, à Receita Federal, ao Cade e ao Congresso Nacional. O valor total estimado alcançaria R$ 129 milhões em três anos.

Sanderson sustenta que a soma desses elementos compromete a confiança pública no exercício da função. Para o deputado, a apuração disciplinar é necessária para preservar a credibilidade do Judiciário e das instituições.

Leia também: “PF começa a ouvir depoimentos presenciais no caso Banco Master”

2 comentários
  1. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Tem muito mais para aparecer nessa lama STF…… Lavagem de dinheiro de banco, lavagem de dinheiro do pcc, corrupção executada pelo Xandão….

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Então o que se mostrava como duro e honesto , não passa de um corrupto. Manda tudo pro Trump

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