O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou, nesta segunda-feira, 1º, que o modelo tradicional de separação entre Executivo, Legislativo e Judiciário “não funciona mais”, em virtude da polarização política e dos conflitos institucionais no Brasil.
Lewandowski deu a declaração durante participação no XIV Fórum de Lisboa, que reúne autoridades dos Três Poderes, juristas e empresários brasileiros em Portugal.
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Durante o painel, o ex-ministro afirmou que a divisão clássica entre os Poderes, formulada pelo filósofo francês Montesquieu no século 18, estaria ultrapassada. Segundo Lewandowski, o cenário atual é marcado por constantes disputas entre Executivo, Congresso e Judiciário, o que provoca paralisações e conflitos institucionais.
“O que temos hoje, infelizmente, em diversos países, são os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo trombando entre si e usurpando competências distintas”, afirmou Lewandowski.
Para o magistrado aposentado, decisões tomadas por um Poder acabam frequentemente revistas, bloqueadas ou anuladas por outro, ampliando a instabilidade política.
Lewandowski também afirmou que os partidos políticos já não conseguem representar adequadamente toda a diversidade de opiniões presentes em uma sociedade cada vez mais polarizada.
Ex-ministro defende mais mecanismos de democracia direta
Como alternativa ao modelo atual, Lewandowski defendeu a ampliação de instrumentos de democracia semidireta, como plebiscitos, referendos e projetos de iniciativa popular.
Segundo ele, esses mecanismos poderiam aproximar a população das decisões políticas e reduzir parte da crise de representação institucional.
O ex-ministro também afirmou que passou a defender mudanças no sistema de governo depois de sua experiência no Executivo federal.
“Depois da minha passagem pelo Executivo, acompanhando o presidente Lula, percebi que a complexidade da gestão de um Estado contemporâneo já não permite que uma única pessoa exerça ao mesmo tempo as funções de chefe de governo e chefe de Estado”, afirmou o ex-ministro. “Talvez tenhamos de caminhar para um semipresidencialismo. Eu era contra, mas hoje estou convencido disso.”
Lewandowski também criticou o modelo federativo brasileiro. Para ele, o país vive atualmente um “federalismo de integração”, em que a União concentra poder excessivo sobre Estados e municípios.
Fórum de Lisboa reúne autoridades brasileiras
O Fórum Jurídico de Lisboa ocorre anualmente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e foi idealizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes. O encontro ganhou o apelido de “Gilmarpalooza”, por reunir ministros do Supremo, membros do governo federal, parlamentares, empresários e representantes do setor jurídico.
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O evento debate temas ligados a democracia, economia, inteligência artificial, redes sociais e regulação digital.
Entre os participantes desta edição estão ministros do STF, como Alexandre de Moraes, integrantes do governo federal, o ex-presidente Michel Temer, governadores, congressistas e representantes do setor privado.
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Um verdadeiro boçal que concedeu junto com Renan Calheiros à lesada Dilmanta por ocasião de seu impeachment, a oportunidade de apresentar-se aos mineiros como candidata ao Senado. Tomou um pontapé nos fundilhos e os mineiros escolheram o nefasto e escroto Pacheco, que aprontou mil e lá se encontra no Senado Federal após encher as burras de grana de Mariana com seu escritório de advocacia.
ATÉ PARECE COISA DE GENTE SÉRIA !!! Ô NOJO !!!
Sem generalizar, o unico pais que esta bagunçado é o Brasil. Tudo por causa da ladroagem e corrupção dos componentes atuais dos poderes.
Ouvir essa besta, e os demais que participam desse degenerado evento, é realmente de lascar, diante de tantos deformados personagens….