As varejistas asiáticas Shein e AliExpress afirmaram, nesta quarta-feira, 29, que o fim da isenção do imposto de importação para compras de até US$ 50 é um retrocesso.
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Inicialmente, a tributação era de 60%, mas o relator, deputado federal Átila Lira (PP-PI), recuou para 25% e, por fim, para 20%.
“São três retrocessos”, disse Felipe Feistler, um dos gerentes da Shein, em entrevista à revista Exame. “O primeiro, e mais importante, é limitar o acesso da classe C, D e E ao consumo. Serão quase 180 milhões de pessoas impactadas com essa medida.”
Os preços dos produtos da Shein vão aumentar
De acordo com Feistler, um vestido de R$ 81 passará a custar R$ 98 com o imposto de importação. Ele também diz que a decisão da Câmara dos Deputados vai contra a “igualdade tributária” e as práticas internacionais.
Na mesma linha, a AliExpress informou que foi “surpreendida” com a decisão do Parlamento brasileiro. Segundo a empresa, a medida vai desestimular o investimento estrangeiro.
“A decisão desestimula o investimento internacional no país”, disse a nota da empresa. “Com isso, o Brasil vai se tornar um dos países com a maior alíquota para compras de itens internacionais do mundo.”
Shopee apoia a medida aprovada na Câmara dos Deputados
Em contrapartida, a Shopee afirmou que apoia a medida aprovada pela Câmara dos Deputados.
“Nosso foco é local”, informou a empresa, por meio de nota. “Queremos desenvolver cada vez mais o empreendedorismo brasileiro e o ecossistema de e-commerce no país e acreditamos que a iniciativa trará muitos benefícios para o marketplace. Não haverá impacto para o consumidor que comprar de um dos nossos mais de 3 milhões de vendedores nacionais que representam nove em cada dez compras na Shopee no país.”








































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