O Supremo Tribunal Federal (STF) deve avaliar nesta quarta-feira, 3, se o governo do Distrito Federal (GDF) está autorizado a utilizar bens públicos para apoiar financeiramente o Banco de Brasília (BRB), depois de o caso ser transferido do plenário virtual para o presencial por pedido de destaque do ministro Flávio Dino. A pauta envolve os dez integrantes da Corte.
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De acordo com a ação apresentada pelo GDF, a medida busca “restabelecer e fortalecer as condições econômico-financeiras do Banco de Brasília S.A. – BRB, que, como é notório, tem enfrentado problemas de liquidez e patrimoniais”. As dificuldades do banco vieram à tona depois do escândalo relacionado ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro.
O pedido de destaque de Dino ocorreu em 8 de maio, logo depois que Edson Fachin defendeu a manutenção da decisão que ele próprio havia tomado. O presidente do STF já havia atendido a solicitação do GDF para suspender os efeitos de liminar que barrava a Lei Distrital nº 7.845/2026. Agora, todos os ministros devem votar novamente, sem considerar votos anteriores.
Decisões anteriores no STF e impacto no BRB

No início de maio, Fachin justificou sua decisão para evitar prejuízos à instituição. Ele afirmou que entendeu “que esperar cinco, dez, 15 dias [para distribuir o processo] poderia trazer danos irreversíveis, não apenas ao banco, mas aos correntistas, investidores legítimos do banco”. “Em casos como esse, tomei a decisão e submeti ao referendo”, explicou Fachin.
A lei distrital, aprovada recentemente, autoriza o BRB a tentar vender imóveis como parte das medidas para contornar problemas decorrentes da aquisição de carteiras consideradas fraudulentas do Banco Master. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.
Manifestação da PGR e riscos apontados
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a liberação dos dispositivos legais que permitem ao BRB utilizar bens públicos para reforçar seu patrimônio. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a suspensão da norma deve ser mantida. Ele alegou risco ao patrimônio público e ao meio ambiente.
O entendimento da PGR acompanha o posicionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questiona a legislação. Segundo o órgão, a norma possibilita a alienação de bens públicos sem o cumprimento das exigências legais, com risco tanto ao patrimônio público quanto ao meio ambiente.
Leia também: “Era uma vez um fora da lei”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 324 da Revista Oeste





































Mais um achaque aos Servidores Públicos que mais pagam impostos no mundo! Eu não quero pagar um níquel a mais por esse descalabro.
Ademais, para que um governo precisa de manter um banco? Vá atrás de quem deu causa a isso.
Nós, Servidores Públicos, do Carreirão do GDF estamos com uma defasagem salarial de 110%, desde 2013 sem reajuste inflacionário sequer!
De acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, foram 108,7 bilhões de reais, de janeiro até hoje, 03/06/2026, que o DF contribuiu com os cofres federais, ficando atrás somente de SP, RJ e MG. Vejam que tem dinheiro, bufunfa de sobra sim. O que falta é competência, gerência e zelo com a administração pública.