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Política

STF condena a 17 anos de prisão mecânico que sentou na 'cadeira do Xandão'

Morador do interior paulista, Fábio Alexandre de Oliveira esteve na invasão da sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023

Ministro Alexandre de Moraes desativou conta no X em fevereiro | Foto: Fellipe Sampaio/STF
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão da 1ª Turma, impôs pena de 17 anos de prisão ao mecânico Fábio Alexandre de Oliveira, de 45 anos, acusado de envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. O veredito foi anunciado nesta terça-feira, 5.

Durante a invasão do STF, Oliveira foi registrado sentado em uma cadeira de ministro no exterior do prédio. Em vídeo, o mecânico chamou Moraes de “vagabundo”. Na gravação, ele afirmou que estava na “cadeira do Xandão”.

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Relator do caso, Moraes propôs a condenação do mecânico. De acordo com o ministro, o mecânico, que vive no município de Penápolis (SP), cometeu cinco crimes:

  1. golpe de Estado;
  2. abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  3. dano qualificado;
  4. deterioração de patrimônio tombado; e
  5. associação criminosa armada.

Dessa forma, o magistrado votou para condenar Oliveira a 17 anos de prisão. O ministro também defendeu o pagamento de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos. O valor deverá ser dividido com outros acusados do caso.

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“É extremamente grave a conduta de participar da operacionalização de concerto criminoso voltado a aniquilar os pilares essenciais do Estado Democrático de Direito”, afirmou Moraes, em trecho de sua decisão contra o mecânico. “Mediante violência e danos gravíssimos ao patrimônio público.”

O ministro Flavio Dino apoiou integralmente o entendimento do relator. Ou seja, também votou pela condenação de Oliveira a 17 anos de reclusão.

Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux também votaram pela condenação do mecânico que sentou na “cadeira do Xandão”, mas sugeriram penas menores, de 15 anos e 11 anos, respectivamente. A ministra Cármen Lúcia ainda não votou.

Argumentos da defesa perante o STF

Os advogados de Oliveira alegaram que não houve provas suficientes para incriminá-lo. Os advogados sustentaram que as imagens e as mensagens apresentadas não demonstram envolvimento em associação criminosa nem crimes contra o Estado Democrático de Direito.

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A defesa também argumentou que o réu exerceu apenas sua liberdade de expressão. Mesmo assim, ele acabou condenado pela maioria da 1ª Turma do Supremo.

Em depoimento, o mecânico admitiu ter se sentado na cadeira do STF. No entanto, alegou desconhecer a transmissão do vídeo em redes sociais. Por fim, afirmou tratar-se de uma “brincadeira” registrada apenas para “lembrança”.

Leia também: “O tirano do Brasil”, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro publicada na Edição 280 da Revista Oeste

E mais: “Toga não é asa-delta”, por Augusto Nunes

1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    É tudo mentira porque passaram a cobrar a punição , esse cara já foi fotografado diversas vezes com o nine ,com o careca , com a amante e com lindinho, isso pura enganação , vão na cadeia e vejam se ele está lá.

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