publicidade
Política

STF discute local de prisão de Bolsonaro; Moraes considera Papuda

Para evitar manifestações em Brasília, Corte vê como 'mínima' a chance de o ex-presidente ficar em quartel do Exército

Julgamento do 8 de janeiro avança com parcialidade explícita: dos cinco ministros da “turma” julgadora, quatro já se posicionaram publicamente contra Bolsonaro, incluindo Moraes, Dino e Zanin | Foto: REUTERS/Diego Herculano
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em julgamento no STF | Foto: REUTERS/Diego Herculano

Discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que, caso haja a condenação de Jair Bolsonaro no caso da suposta tentativa de golpe de Estado, ele não deverá cumprir pena em instalações do Exército. O motivo principal seria para evitar a repetição de manifestações próximas ao Quartel-General em Brasília, situação que ocorreu em 2022. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Entre as alternativas discutidas, surgem duas opções. Uma delas é a cela especial no Centro Penitenciário da Papuda, já a outra, a custódia na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A Polícia Federal preparou uma sala individual em sua sede regional, para antecipar um possível pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente.

Casos anteriores e alternativas de custódia

alexandre de moraes
Ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Supremo considera que, ao optar pela detenção na sede da PF, Bolsonaro receberia tratamento semelhante ao dado ao presidente Lula, que permaneceu 580 dias preso em Curitiba depois de condenação na Operação Lava Jato. A cela da PF possui banheiro, mesa, cama e televisão, de modo a seguir modelo já utilizado anteriormente.

A Papuda, indicada como alternativa, enfrenta superlotação desde 2014. Relatórios recentes do Ministério Público do Distrito Federal apontam a presença de pouco mais de 16 mil detentos até o fim de 2024. Esse número ultrapassa em 48% a capacidade do local e resulta num déficit de mais de 5 mil vagas.

A análise do MP mostra celas para oito ocupadas por 25 presos, além de camas compartilhadas e colchões posicionados próximos a áreas de banho. As condições recebem a classificação de “insalubres”.

“Os internos dividiam as camas; alguns dormiam em redes improvisadas; e outros, em colchões no chão”, mostra o relatório do Ministério Público do Distrito Federal. “Devido ao espaço limitado, alguns colchões eram posicionados próximos à área de banho e sanitários, o que levava ao contato com a umidade, provocando relatos de mofo e condições insalubres.”

Se o seu destino for a Papuda, Bolsonaro teria direito a uma cela especial. O caso mais recente foi o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que ficou uma semana em sala exclusiva no Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, antes da sua transferência para prisão domiciliar, por diagnóstico de Parkinson e idade avançada. A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes.

Questões de saúde de Bolsonaro

Bolsonaro, atualmente com 70 anos, enfrenta problemas de saúde, incluindo crises de soluço, vômitos e suspeita de pneumonia. Exames recentes indicaram infecções pulmonares, esofagite e gastrite. A condição médica do ex-presidente deve ser considerada no momento de uma possível sentença, e a hipótese de prisão domiciliar não está descartada, segundo ministro ouvido pela Folha.

O início do julgamento do núcleo central do caso está marcado pela 1ª Turma do STF para a próxima terça-feira, 2, com expectativa de conclusão até o dia 12 de setembro.

Leia também: “A ditadura veste toga”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 284 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Giovani Lapertosa
    Giovani Lapertosa

    Aplica-se, ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, a ideia da aniquilação moral e física antes da setença final; assim, os apenados oferecem menos resistência aos efeitos das punições. Num passado remoto, a “vara de execuções penais” do Império Romano prescrevia: os que seriam crucificados eram despidos, com o objetivo de humilhá-los, e açoitados com os terríveis “flagrum” até que aparecem os ossos;
    garantiam assim, que os executados não resistissem aos procedimentos da crucificação. Mudou-se a forma, mas a ideia central persiste.

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Irão julgar o quê , a partir de 2/9? A geladeira já foi abastecida e as toalhas já estão no banheiro aguardando o fascista mais querido do Brasil . É ridículo esse STF.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade