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Política

STF tem maioria para manter direitos políticos de Dilma Rousseff

Julgamento termina nesta sexta-feira, 22, no plenário virtual da Corte

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff foi cassada pelas 'pedaladas fiscais' no orçamento | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram para manter os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mesmo depois do impeachment. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual da Corte e se encerra às 23h59 desta sexta-feira, 22.

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A relatora, Rosa Weber, votou para manter os direitos políticos de Dilma, cujo processo de impeachment, em agosto de 2016, teve duas votações: uma para cassar seu mandato e outra para suspender seus direitos políticos. A petista foi derrotada na primeira, mas venceu na segunda. Com isso, não ficou inelegível.

Acompanharam o voto de Rosa, os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Alexandre de Moraes, que o fez com ressalvas de cunho processual. Ainda faltam votar Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

Os ministros votam seis ações ajuizadas em 2016 por partidos e parlamentares que discordaram da dupla votação no processo de cassação de Dilma. Tratou-se de um pedido da bancada do PT, que foi aceito pelo então ministro Ricardo Lewandowski. Foi ele quem conduziu a sessão de impeachment.

O resultado da votação foi questionado em uma ação coletiva movida por PSDB, Cidadania, MDB e Solidariedade e por ações do PL e da Rede, além de ações dos então senadores Alvaro Dias e José Medeiros e do senador Magno Malta.

Eles alegaram que a Constituição, no artigo 52, prevê que a cassação do mandato implica necessariamente na suspensão dos direitos políticos e, por isso, a dupla votação era inconstitucional e deveria ser anulada.

Rosa Weber considerou ações inadequadas para discutir direitos políticos de Dilma

revisão da vida toda
Ministra Rosa Weber considerou o mandado de segurança inadequado para pedir anulação da votação | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Rosa Weber, no entanto, entendeu que o tipo de ação escolhida pelos partidos — o mandado de segurança — não é o adequado para um questionamento amplo sobre a legalidade do processo de impeachment.

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“A par da ausência de pressuposto processual, ressalto que o exercício da jurisdição do Supremo Tribunal Federal em mandados de segurança originários, envolve, necessariamente, ponderação delicada e complexa a respeito das próprias relações entre os Poderes da República – exigindo, em contrapartida, razões de convencimento incontornáveis para fundamentar intervenção judicial nos trabalhos legislativos”, escreveu Rosa, em trecho de sua decisão. “Assim, exige demonstração de direito líquido e certo, constatável de plano, porque ausente fase probatória. O mandado de segurança não se coaduna com alegação de hipóteses ou conjecturas.”

A ministra ponderou, também, que o pedido dos partidos não poderia ser atendido porque a votação no Senado não poderia ser refeita.

Impeachment: Dilma teve mandato cassado com votos de 61 senadores

Lula e Dilma
Com o terceiro mandato de Lula, Dilma assumiu a presidência do Banco dos Brics | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Dilma Rousseff teve o mandato de presidente cassado com um placar de 61 a 10, no Senado. Pela Constituição, são necessários dois terços dos votos dos senadores. Na segunda votação, sobre os direitos políticos, foram 42 votos contra Dilma a 36. Entretanto, eram necessários 54 votos contra a então presidente para que ela perdesse os direitos políticos.

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Cassada em razão das pedaladas fiscais que maquiaram o Orçamento, Dilma, depois da posse de Lula para o terceiro mandato, assumiu a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics.

Como Dilma continuou com os direitos políticos depois do impeachment, em 2018 ela se candidatou novamente. Disputou uma vaga no Senado por Minas Gerais, mas ficou em quarto lugar. 

11 comentários
  1. Alessandro Nogueira Silva
    Alessandro Nogueira Silva

    O pagador de impostos brasileiro é o ser mais solitário, mais vulnerável, mais vilipendiado do universo. Ele, digo, nós não temos ninguém por nós, nenhuma força (com trocadilho), nenhuma Instituição, nenhum super-heroi, nenhuma saída mirabolante ao estilo 007, nada. Estamos largados e pelados, nossa carteira de $$ foi levada pelo Governo impostor, nossas roupas foram levadas por trombadinhas em um arrastão na praia… largados, pelados, ao deus-dará. Só podemos contar com a sorte para escapar dos tentáculos desse monstro chamado brazil.

  2. Hamilton
    Hamilton

    Bando de comprometidos, que tornaram-se o maior, poderoso, prepotente e autoritário partido político do Brasil.

  3. Hamilton
    Hamilton

    Bando de compreendidos que tornaram-$e o mais forte e poderoso partido político do Brasil.

  4. Christian
    Christian

    Quem vai votar na Anta ?
    Só se for para síndica de prédio, e olhe lá…

  5. Julio C.
    Julio C.

    Pedalou Milhões do povo pagador de impostos teve direitos preservados. O outro fez reuniao com embaixadores teve os direitos caçados.
    Bem vindo a Banãnia ! Terra dos canalhas.

  6. Daniel BG
    Daniel BG

    A cada novo dia que se inicia rezo para que os 9 do STF sejam depostos e presos.

  7. Fabio
    Fabio

    Essa aí não é eleita mais nem para conselheira tutelar! Porém, não deveria ter direitos políticos depois da lambança que conduziu no seu governo.

  8. Vanessa Días da Silva
    Vanessa Días da Silva

    Quando começarão os pedidos de impeachment de ministros?

  9. TALITA CASTRO DE FREITAS
    TALITA CASTRO DE FREITAS

    Se alguém tinha duvidas sobre esta decisão, acredita em cegonha kkkkkkkk

  10. Indignado
    Indignado

    Só há pressa quando interessa. Sete anos para tomar uma decisão que já era totalmente prevista . Só no Bostil mesmo…

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