O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), equiparou a ação de narcotraficantes no Brasil à de extremistas do Hamas e do Hezbollah contra Israel. Ele incluiu esse debate, intensificado desde a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, em seu discurso na 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib), no clube Hebraica, em São Paulo, neste sábado, 8.
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“Nós não vamos permitir aqui o terrorismo”, afirmou Tarcísio. “Isso vale para aqueles que atentam contra a comunidade judaica, isso vale para aqueles que atentam contra as pessoas que mais precisam da presença do Estado nas comunidades, porque, assim como o Claudio Castro [governador do Rio de Janeiro] falou aqui, aqueles que dominam o território, que impõem o terror, que afastam a política pública, são também terroristas.”
Mensagem de Tarcísio a Lula
A crítica ao governo federal, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), veio no momento em que o governador citou a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), em 18 de julho último.
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Tarcísio aproveitou este tema para garantir que Lula deixará a Presidência nas próximas eleições.
“Às vezes nos aborrecemos ou ficamos indignados com algumas atitudes. Não faz sentido, por exemplo, o Brasil abandonar a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Não faz sentido que a função ideológica turve algo que é tão importante, que nasceu para que ninguém esquecesse os horrores colocados. O tempo sombrio vai acabar, e o Brasil vai voltar para a Aliança Internacional”, disse, sob aplausos.
A IHRA atua com governos e especialistas para preservar a memória do Holocausto, promover pesquisa séria e combater o antissemitismo em nível internacional. Vários países, Estados e municípios adotaram a definição da entidade a respeito do antissemitismo.
Além de Tarcísio e Castro, estavam presentes na convenção os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS), o senador Efraim Filho (União Brasil-PB), o cônsul de Israel em São Paulo e Região Sul do Brasil, Rafael Erdreich, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e a assessora especial do presidente Lula, Clara Ant, entre outros.
Neste domingo, 9, a convenção prosseguiu com uma série de painéis que reuniram especialistas e líderes para debater temas essenciais ao Brasil e ao mundo contemporâneo: democracia, eleições, identidade, segurança, geopolítica e o combate ao antissemitismo.





































O que Clara Ant fazia lá? Afinal, pertence ao desgoverno de “persona non grata”!