Uma solicitação para afastar o ministro Jhonathan de Jesus da relatoria do processo sobre a liquidação do Banco Master foi negada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira, 11. A decisão, tomada pelo ministro Jorge Oliveira, relator do pedido de suspeição, foi confirmada pelos demais membros do TCU.
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O pedido foi protocolado por três organizações da sociedade civil: Instituto José do Patrocínio, Instituto de Advocacia Racial e Ambiental e Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior. As entidades alegaram suspeitas de “apadrinhamento político” que envolvem parlamentares próximos ao Banco Master, além de citar decisões anteriores do ministro, possíveis vínculos com investigados de fraudes no INSS e questionamentos sobre emendas do relator quando era deputado.
Acusações de racismo institucional e defesa do TCU
Segundo as entidades, também haveria indícios de “racismo institucional” contra Ailton Aquino dos Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central. Elas relataram que Aquino teria sido convocado de maneira “intimidatória” por Jhonathan de Jesus. Jorge Oliveira, no entanto, esclareceu que a acareação do diretor foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não pelo TCU, e que as menções a Aquino no processo se limitam a procedimentos institucionais do Banco Central.
Ailton Aquino foi responsável por recomendar a liquidação extrajudicial do Banco Master à diretoria do Banco Central, além de comunicar com o presidente Gabriel Galípolo o Ministério Público sobre ativos sem valor e indícios de fraude no banco. Aquino também participou, em 30 de dezembro de 2025, de acareação no STF com o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, mas nunca prestou depoimento ao TCU sobre o caso.
Desdobramentos da investigação e restrição de acesso
No fim de dezembro de 2025, Jhonathan de Jesus determinou que fossem inspecionados os procedimentos do Banco Central referentes à liquidação do Banco Master, inclusive avaliando a adoção de medida cautelar contra a instituição. O Banco Central questionou a decisão, defendendo a tese de que ela fosse tomada de forma colegiada por todos os ministros. Depois de reunião entre Vital do Rêgo, presidente do TCU, e Gabriel Galípolo, o Banco Central desistiu do recurso contra a inspeção.
Posteriormente, em 11 de fevereiro, o TCU modificou o nível de acesso ao processo de fiscalização sobre o Banco Master. O processo deixou de ser apenas “sigiloso” e passou a exigir autorização específica para leitura, ampliando as restrições de acesso aos documentos.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, artigo de Carlo Cauti na Edição 305 da Revista Oeste





































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