Revista Oeste - Eleições 2022

PSDB dividido: ‘Temos de construir uma convergência’, diz Eduardo Leite

Ex-governador gaúcho ainda espera reverter na convenção nacional a decisão favorável a Doria nas prévias
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Eduardo Leite ainda tenta mudar a decisão das prévias do PSDB
Eduardo Leite ainda tenta mudar a decisão das prévias do PSDB | Foto: Pedro França/Agência Senado

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) está em Brasília, ainda tentando ocupar um espaço na campanha presidencial, apesar de ter sido derrotado nas prévias do PSDB pelo ex-governador de São Paulo João Doria. Ele conta com a possibilidade de reverter essa decisão na convenção nacional, quando o partido deverá tornar oficial seu caminho perante a Justiça Eleitoral.

Nesse caso, um dos cenários possíveis é uma disputa judicial, já que o estatuto do PSDB prevê a ratificação em convenção do que foi decidido nas prévias, mas a legislação eleitoral atribui à convenção a competência para dar a última palavra, mesmo contrária às prévias.

Leite acompanha em paralelo as negociações formais entre o PSDB, o MDB e o União Brasil, visando a um entendimento sobre uma candidatura única ao Palácio do Planalto, dentro da chamada terceira via. Ele já se declarou disposto a ocupar o lugar de vice numa chapa encabeçada pela senadora emedebista Simone Tebet (MS). Quem conduz o diálogo em nome dos tucanos é o presidente do partido, Bruno Araújo, que já recuou de sua posição em defesa da ratificação das prévias e admitiu a hipótese de mudança na convenção.

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“Não tem nenhuma articulação ou negociação que se coloque à mesa falando em posições ou cargos. Os diálogos são sobre percepção do processo eleitoral e projetos para o Brasil”, afirmou Leite, nesta quarta-feira, a Oeste durante visita à Câmara dos Deputados, num dia em que Doria também está em Brasília, numa série de reuniões.

O ex-governador gaúcho acredita haver espaço para uma terceira via como alternativa à polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT). “Temos de construir uma convergência entre partidos. Temos tempo.” Ele evitou dar detalhes sobre seus contatos no Congresso Nacional e disse que os encontros são para “conversar, entender e compartilhar percepções.”

Leite tem buscado aprofundar conversas não apenas com Simone Tebet, mas também com o ex-juiz Sergio Moro, que trocou o Podemos pelo União Brasil, numa alteração de rota partidária e eleitoral: era candidato declarado à Presidência da República, chegou a desistir, mas, depois, retomou o discurso de quem ainda espera chegar às urnas eletrônicas de outubro numa chapa presidencial.

Ele enfrenta resistência de setores do União Brasil, para os quais sua presença foi aceita desde que limitasse suas ambições a um cargo legislativo por São Paulo: deputado federal ou, no máximo, senador. O próprio presidente do União Brasil, Luciano Bivar, cultiva a ambição de conquistar o lugar de vice na chapa única da terceira via.

Leite não quis comentar as questões internas do União Brasil nessa articulação interpartidária. Limitou-se a declarar que não sabe “quais são as motivações de nomes” do partido e que as suas são de “ajudar a construir uma convergência.” Depois de admitir há alguns dias ser vice de Simone Tebet, e sem entrar na polêmica entre prévias e convenção tucana, demonstrou muita confiança sobre o resultado de um eventual acordo para o nome da terceira via: “Será o melhor que houver.”

 

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11 comentários Ver comentários

  1. Eduardo Leite, o ditador que decidia o que o povo gaucho podia ou não podia comprar em supermercados, durante a fraudemia (pandemia transformada em fraude por governadores e prefeitos).

  2. Candidatos lixos que “”sabem”” tudo sobre qual prateleira do supermercado o povo pode ou não pode comprar… Ostracismo é o seu lugar!

  3. ANOTEM: Lula vai desistir da candidatura por “problemas de saúde” (acredito que esteja mal mesmo!); Leite vai ser o candidato do PSDB; e toda a imprensa e Esquerda vão incensar o nome dele! “Quem viver, verá!”

    1. Pode até ser, mas esse EL não tem chance, a esquerda não vai votar nele, podem até votar nulo mas não nele, e os da direita a maioria não suporta nem o PSDB e nem o próprio EL, aquele que tirou a verba da covid para pagar funcionários (sendo ele do grupo dos governadores que fecharam tudo e quase acabaram com a economia do país, e fazem tudo para tirar o Bolsonaro, sem se importar se arrasam com o país junto), também fechou gôndolas de supermercados, ele não é bem visto no RS, sem chance de crescer nas eleições!

  4. Vamos dar uma rápida aula sobre divisão do zero: (fórmula geral) 0/n = 0 (sendo n, um número qualquer, diferente de zero)
    Então se dividirmos o PSDB por 2, o resultado será 0, por 3, a mesma coisa e assim por diante. Entenderam?

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