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O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ordenou a remoção de um vídeo publicado pelo deputado estadual Emídio de Souza (PT) que associa o governador Tarcísio de Freitas ao boneco Chucky, por indícios de propaganda eleitoral negativa e uso irregular de inteligência artificial.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo determinou a retirada de um vídeo que associa o governador paulista Tarcísio de Freitas ao boneco assassino Chucky, personagem principal da franquia de filmes Brinquedo Assassino. Na decisão liminar, concedida na última quarta-feira, 1º, a juíza auxiliar Domitila Manssur apontou indícios de propaganda eleitoral negativa e de uso irregular de inteligência artificial.
A ordem atende a uma ação apresentada pelo diretório estadual do Republicanos, partido de Tarcísio, contra o deputado estadual Emídio de Souza (PT), o Diretório Estadual do PT e a Federação Brasil da Esperança, formada pelos petistas com o PCdoB e o PV. Emídio coordena a elaboração do plano de governo de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo do Estado.
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Segundo o Republicanos, o deputado publicou o vídeo no Instagram, e o órgão partidário também reproduziu o conteúdo. As imagens anexadas ao processo, contudo, mostram apenas uma captura da publicação no perfil do parlamentar. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira, 3.
No vídeo, o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece entregando ao Estado de São Paulo um “presente”, representado por Tarcísio no corpo do personagem Chucky. Em seguida, a montagem mostra o governador diante de uma explosão associada à Sabesp, quebrando o vidro de um carro e em cenas relacionadas à violência, ao feminicídio e a incêndios na capital paulista.

PT contesta vínculo com o vídeo contra Tarcísio
O Diretório Estadual do PT afirmou que apresentou defesa por considerar que a ação não reúne condições para avançar. A legenda negou ter divulgado o vídeo e observou que o Republicanos não anexou provas que relacionem o partido à publicação. Além disso, o PT declarou que desconhece a autoria da peça e classificou o conteúdo como uma sátira.
Na decisão, Domitila afirmou que o vídeo ultrapassa os limites da crítica política ao associar Tarcísio à violência, à criminalidade e à destruição. Segundo a magistrada, o conteúdo pode caracterizar propaganda eleitoral negativa contra um pré-candidato.
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A juíza também identificou sinais de manipulação por inteligência artificial sem aviso claro ao público. Ela citou uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral que exige a identificação de conteúdo manipulado ou gerado por IA e proíbe seu uso para prejudicar ou favorecer candidaturas, inclusive durante a pré-campanha.
Em nota, a pré-campanha de Tarcísio afirmou que a disputa eleitoral deve ocorrer por meio de propostas e comparação de trajetórias. Também informou que recorrerá à Justiça quando considerar que adversários recorreram à desinformação, a ataques pessoais ou à ridicularização.
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