TRE sugere falhas na prestação de contas de Moro

Segundo a Justiça Eleitoral, faltam registros da movimentação financeira e comprovantes dos gastos feitos na campanha

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O ex-juiz Sergio Moro foi eleito senador pelo Paraná
O ex-juiz Sergio Moro foi eleito senador pelo Paraná | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A área técnica do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná expediu um parecer afirmando que o senador eleito Sergio Moro (União Brasil) precisa reapresentar sua prestação de contas de campanha. Segundo o órgão, há inconsistência nos dados e falta de documentos.

O relatório, assinado na segunda-feira 7, afirma que a campanha de Moro deixou de anexar na prestação final de sua candidatura registros da movimentação financeira e comprovantes dos gastos feitos.

O parecer da Justiça Eleitoral cita, entre os problemas, a falta de comprovante de devolução de sobras de campanha à direção partidária.

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Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato, foi eleito para o Senado no início de outubro com quase 2 milhões de votos. Sua campanha arrecadou R$ 5,1 milhões, a maior parte por meio de financiamento público.

A equipe de campanha declarou que sobraram R$ 646, mas não foram anexados extratos completos para verificação, o que também é questionado pelos técnicos.

O item de valor mais elevado da candidatura do ex-juiz foi a contratação de um escritório de advocacia por R$ 800 mil. Ele também gastou R$ 426 mil com táxi aéreo.

Outro ponto levantado pelos técnicos é a declaração de gastos com data posterior ao fim da eleição. O relatório lista, por exemplo, despesas com agência de viagens nove dias depois do primeiro turno.

O parecer aponta ainda falhas burocráticas, como falta de identificação de CPF ou CNPJ de doadores e o descumprimento de prazos para a declaração de gastos nas primeiras semanas de campanha.

Em resposta, Sergio Moro, por meio de sua assessoria, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o relatório da Justiça Eleitoral no Paraná é padrão em prestações de contas e natural neste período de pós-campanha.

A equipe jurídica do senador explicou que está em contato com a contabilidade e que há um prazo de três dias para resposta, “data em que serão apresentados os documentos solicitados”.

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7 comentários Ver comentários

  1. Eles querem continuar roubando o país barrando pessoas contra eles usando a desculpa da legalidade para voltar a cena do crime e abrir o portão para corruptos e corruptores eles trabalham como uma rede interligados um ao outro.
    Só falta cooptar as forças armadas.

  2. Palhaçada né ?????? Ahhhh peo amor de Deus !!! Que ridículo ! Já sabemos que estão vi do tidas ‘ bombas “ p a Direita ! Que ridículo ! Esse país merece ter intervenção militar , estado de sítio ! Nao tem condições de viver num país assim

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