-Publicidade-

TRF-4 mantém condenação de irmão de Roberto Requião

Eduardo Requião teria atendado contra os princípios da administração pública ao obstruir o embarque de soja por motivações pessoais e políticas
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS) | Foto: Divulgação/TRF-4
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS) | Foto: Divulgação/TRF-4

Eduardo Requião teria atendado contra os princípios da administração pública ao obstruir o embarque de soja por motivações pessoais e políticas

TRF-4
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS) | Foto: Divulgação/TRF-4

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve condenação por improbidade administrativa imposta ao irmão do ex-senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião, Eduardo Requião.

A decisão considerou que, enquanto era superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo obstruiu o embarque e o armazenamento de soja geneticamente modificada no porto de Paranaguá.

LEIA MAIS: Amazônia, Paraná e geografia

A denúncia contra o irmão de Requião foi apresentada em 2009 e levou à sentença de pagamento de multa, suspensão de direitos políticos por três anos e proibição de firmar contratos públicos ou receber benefícios do governo direta ou indiretamente.

Segundo o Ministério Público Federal, Eduardo Requião atentou contra os princípios da administração pública ao obstruir o embarque de soja por motivações pessoais e políticas. A defesa recorreu, alegando ausência de ato improbo e dolo.

A desembargadora federal Barth Tessler, relatora do caso, destacou que as provas apresentadas pela Procuradoria eram fartas e comprovariam a improbidade cometida por Eduardo Requião.

“Por tudo que nos autos consta, vislumbro que o senhor Eduardo Requião se omitiu, dolosamente, no seu dever de ofício, visando fim de índole privada e política”, afirmou a magistrada, reproduzindo a sentença contra Eduardo Requião.

Por quatro a um, os desembargadores da 3ª Turma negaram o recurso e mantiveram integralmente sentença proferida em dezembro de 2016 pela 1ª Vara Federal de Paranaguá.

Com informações do Estadão Conteúdo.

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

1 comentário

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.
R$ 19,90 por mês