O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, de forma unânime, recurso do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal Nogueira Neto nesta quinta-feira, 9. A decisão mantém a condenação imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, de 14 anos de reclusão e multa por crimes cometidos nas eleições de 1998.
A Justiça condenou Pascoal por corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores. Ele também responde por associação criminosa no mesmo pleito. A defesa, porém, apresentou um pedido de revisão criminal para tentar reverter a sentença.
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Os advogados alegaram impedimento de magistrados, falta de supervisão judicial no inquérito e dupla punição pelo mesmo fato. O plenário do TSE, no entanto, seguiu o voto da relatora, ministra Estela Aranha. Ela rejeitou os argumentos da defesa e afirmou que a tese de duplicidade de sentença já foi afastada anteriormente.
Histórico de condenações do deputado da motosserra
Hildebrando Pascoal cumpre pena desde 1999 e está em regime domiciliar. Ele recebeu condenação de mais de cem anos de prisão.
O ex-deputado é alvo de acusação de liderar um grupo de extermínio que atuou no Acre durante a década de 1990. Ele ficou conhecido por mandar executar inimigos com o uso de uma motosserra, incluindo um garoto de 12 anos filho de um desafeto seu. A crueldade nas execuções de suas vítimas causou grande comoção pública.
Um das acusações contra Pascoal é que ele foi mandante do assassinato em 1997 de pessoas que testemunhariam contra ele. Dessa maneira, ele foi o responsável pelas mortes dos policiais Walter José Ayala, Jonaldo Martins, Sebastião Crispim da Silva e do mecânico Agilson Santos Firmino, o Baiano.






































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