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Política

Valdemar: ‘Ou ganhamos a eleição, ou Bolsonaro fica mais 8 anos preso’

Em evento do Grupo Esfera, o presidente do PL ressaltou os planos do partido para as eleições deste ano

valdemar costa neto - pl - oposição ao governo lula - carta aos parlamentares | Valdemar Costa Neto é o presidente nacional do PL | Foto: Reprodução/Twitter
Segundo Valdemar, Bolsonaro continua a ser a principal referência dentro do PL por ter prestígio junto dos eleitores | Foto: Reprodução/Twitter

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira, 23, em evento do Grupo Esfera, em São Paulo, que as eleições presidenciais de 2026 serão determinantes para o futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Valdemar, o pleito representa uma disputa existencial para o grupo político que se organiza em torno do PL. “Ou ganhamos a eleição, ou Bolsonaro fica mais oito anos preso sem ter cometido nenhum crime”, afirmou, ao lembrar as ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao 8 de janeiro.

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Valdemar revelou que a prioridade do partido é vencer a eleição presidencial ainda no primeiro turno, marcado para 1º de outubro. Ele observou que, se houver segundo turno, setores hoje distantes do bolsonarismo deverão apoiar o candidato do PL à Presidência. A aposta recai sobre o senador Flávio Bolsonaro, apontado como principal herdeiro político do ex-presidente. Ao comentar as eleições, Valdemar citou pesquisas de intenções de voto que mostram o crescimento do filho 01 de Bolsonaro.

Os elogios de Valdemar aos integrantes do PL

Segundo Valdemar, Bolsonaro continua a ser a principal referência dentro do PL por ter prestígio junto dos eleitores. É o ex-presidente, por exemplo, que decide parte considerável das candidaturas às bancadas estaduais e federais.

No cenário paulista, Valdemar afirmou que o PL pretende reivindicar a vaga de vice na chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Argumentou que esse cenário seria benéfico porque o partido reúne a maior bancada de deputados estaduais e porque já cedeu a vaga de vice em eleições anteriores. Atualmente, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), é o favorito para compor a chapa com o governador paulista.

Valdemar ainda elogiou lideranças do bolsonarismo. Ele classificou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como “fenômeno”, por exemplo, ao citar a capacidade de mobilização do parlamentar nas redes sociais e em manifestações públicas. No mais recente protesto, o deputado mineiro caminhou por cerca de 250 quilômetros até a Praça do Cruzeiro, mirante de onde se avistam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF. Mais de 50 mil pessoas estiveram na manifestação.

Na mesma entrevista, Valdemar reafirmou que o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) deve concorrer ao Senado por Santa Catarina. Ressalvou, entretanto, que o partido terá de se organizar para escolher os candidatos locais. O acordo inicial, firmado entre o PL e a Federação União-PP, previa as candidaturas da deputada federal Carol De Toni (PL) e Esperidião Amin (PP). Com o anúncio da candidatura de Carlos, os partidos buscam resolver o impasse.

As eleições presidenciais

Ao falar sobre possíveis nomes para a Vice-Presidência, na chapa encabeçada por Flávio, Valdemar citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como quadro relevante em Minas Gerais. Disse que o Estado é importante, do ponto de vista estratégico, e avaliou que o desempenho regional pode compensar eventuais oscilações na avaliação nacional. Apesar disso, afirmou que ainda não houve conversa formal com o governador mineiro.

No Rio de Janeiro, Valdemar sugeriu que o PL pode lançar candidatura própria. Argumentou que, embora tenha força na capital, o prefeito Eduardo Paes (PSD) não teria a mesma penetração no interior do Estado, onde o PL reúne a maioria dos prefeitos. Segundo Valdemar, as conversas ainda estão em andamento e novas reuniões devem definir o rumo da legenda no Rio de Janeiro.

Ao final, o presidente do PL disse que o partido transformará a eleição de 2026 em confronto central entre o bolsonarismo e o atual governo, com objetivo de manter Bolsonaro como figura estruturante do projeto político, mesmo diante da inelegibilidade e dos processos judiciais em curso.

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