Um vereador do Recife (PE), Thiago Medina (PL), protocolou representações no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) apontando indícios de superfaturamento nas obras de requalificação da orla de Boa Viagem, executadas pela gestão do prefeito João Campos (PSB).
Segundo o parlamentar, levantamentos técnicos do mandato indicam que a Prefeitura pode ter pago quase três vezes mais por itens de mobiliário urbano em comparação a preços praticados por outras capitais. Os dados constam nos Ofícios nº 896/2025 e 897/2025.
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O foco principal é a compra de 280 floreiras do modelo “Cristina”, produzidas em concreto armado, adquiridas por R$ 14.676,74 cada no contrato nº 2601.4013/2024, firmado com o Consórcio Concrepoxi–EIP.
Os indícios de superfaturamento em obras da gestão João Campos

O mesmo item, da mesma marca e modelo, foi comprado pela Prefeitura de Porto Alegre por R$ 5.235,77. Com isso, enquanto a obra em Boa Viagem teria custado R$ 4,1 milhões, o valor estimado tomando Porto Alegre como referência seria de R$ 1,46 milhão — diferença de R$ 2,64 milhões, equivalente a um sobrepreço de 180%.
Além dos indícios de superfaturamento, Medina destaca que as obras da orla — que já consumiram mais de R$ 100 milhões de recursos públicos — estão com mais de seis meses de atraso. Para ele, o cenário reforça a necessidade de uma auditoria completa sobre os contratos e sobre a gestão do projeto.
Outros detalhes das representações
Nas representações, o vereador solicita a abertura de investigação formal, requisição integral do processo licitatório, auditoria técnica especializada, identificação dos agentes públicos responsáveis pela formação e fiscalização dos preços e adoção de medidas cautelares, caso necessárias, para proteger o erário.
Pede, ainda, que os resultados sejam compartilhados com o Ministério Público de Contas para eventual responsabilização nas esferas cível, administrativa e penal.
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“Estamos diante de uma possível fraude milionária”, declarou o vereador. “O Recife não pode pagar quase três vezes mais pelo mesmo produto que outras capitais compram por um terço do preço. O dinheiro do povo precisa ser respeitado”, afirmou Medina.





































Joaozinho ? O comunista ? Ah tá ! Surpresos ? Fazendo escola cedo .
Surpresa ?