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Política

Vereadores do Recife (PE) são processados por piada com Lula

Parlamentares de esquerda alegam que colegas da Câmara Municipal do Recife quebraram decoro durante a brincadeira

Os vereadores Thiago Medina e Gilson Machado Filho | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Recife
Os vereadores Thiago Medina e Gilson Machado Filho | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Recife

Dois vereadores do Recife (PE), Gilson Machado Filho (PL) e Thiago Medina (PL), enfrentam processo administrativo por suposta quebra de decoro parlamentar em um vídeo, gravado durante sessão em 29 de abril. No registro, eles ironizam o acidente que decepou o dedo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido para a abertura do processo foi protocolado na segunda-feira 5 por seis vereadores de esquerda: Cida Pedrosa (PC do B), Jô Cavalcanti (Psol), Liana Cirne (PT), Kari Santos (PT), Rinaldo Júnior (PSB) e Osmar Ricardo (PT).

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Eles alegam violação ao artigo 35 do Regimento Interno da Câmara Municipal do Recife. As possíveis sanções aos parlamentares vão desde advertência até suspensão de até 30 dias do mandato.

Vereadores reagem a processo por piada com Lula

Em 2024, o brasileiro precisou trabalhar cerca de 150 dias para pagar todo os impostos ao Estado | Foto: Reprodução/Flickr/@LulaOficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva; vereadores de esquerda buscam punição até por piada | Foto: Reprodução/Flickr/@LulaOficial

Thiago Medina afirmou, em nota oficial, que ainda não foi notificado formalmente sobre o processo administrativo aberto contra ele. No texto, também defende seu direito à liberdade de expressão e lembra que a Lei Orgânica do Município garante imunidade parlamentar aos vereadores por suas palavras e opiniões.

Medina afirma que o processo é uma tentativa de intimidação, motivada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura aditivos de cerca de R$ 1 milhão nas obras do Parque Eduardo Campos.

Segundo ele, se as informações forem confirmadas, trata-se de uma manobra autoritária para silenciar vozes conservadoras no Legislativo. Reafirma, ainda, seu compromisso com a CPI e com a moralidade na gestão pública.

Gilson Machado Filho também declarou que não foi notificado formalmente e classificou a medida como uma “suposta representação”.

Ele criticou os vereadores de esquerda por, segundo ele, tentarem se promover com o caso e chamou o processo de “cortina de fumaça” para desviar o foco da CPI. Ele também apontou tratamento desigual, ao lembrar que acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro não resultaram em processos éticos.

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2 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Essa turminha de pilantras não tem o que fazer e só fazem querer incriminar quem vai contra eles.

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