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Política

Vereadores não podem 'cancelar' assinatura de CPI que tem padre Lancellotti como alvo; entenda

Segundo assessoria jurídica da Câmara Municipal de São Paulo, recuo é inválido

padre Júlio Lancellotti
Objetivo da CPI é investigar a atuação dos grupos que atuam na cracolândia | Foto: Reprodução/Instagram

Os sete vereadores que decidiram retirar as assinaturas do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o padre Júlio Lancellotti não poderão impedir o avanço da pauta no Legislativo. Segundo a assessoria jurídica da Câmara Municipal de São Paulo, como o pedido já havia sido protocolado, o recuo é inválido.

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Somente o autor da proposta, Rubinho Nunes (União Brasil), poderia retroceder na solicitação de abertura da CPI. 

“A retirada de assinaturas de vereadores, portanto, é algo simbólico e não impede o próximo passo, que é analisar a questão em colégio de líderes”, informou a Câmara, em comunicado.

Nunes protocolou a CPI no final de dezembro, com a adesão de 25 vereadores. Diante da repercussão negativa da iniciativa, sete deles resolveram remover o apoio ao andamento da Comissão.

Rubinho Nunes (União Brasil),
Somente o autor da proposta, Rubinho Nunes (União Brasil), poderia cancelar a solicitação de abertura da CPI | Foto: Wikimedia Commons/Bruno Wilker

Os vereadores que desistiram do apoio

Os parlamentares Milton Ferreira (Podemos) e Beto do Social (PSDB) emitiram nota em suas redes sociais em que dizem ter pedido a remoção de suas assinaturas do protocolo. 

Na quinta-feira 4, também desistiram os vereadores Sidney Cruz (Solidariedade), Nunes Peixeiro (MDB), Thammy Miranda (PL), Xexéu Tripoli (PSDB) e Sandra Tadeu (União Brasil).

Leia também: “Moraes avisa que vai intervir politicamente para ajudar padre Júlio Lancellotti”

O objetivo da CPI, segundo Rubinho Nunes, é investigar a atuação dos grupos que atuam na cracolândia, no centro da capital paulista. Rubinho acusa as ONGs de promoverem uma “máfia da miséria”, que “explora os dependentes químicos”. 

Conforme o parlamentar, essas organizações recebem dinheiro público para distribuir alimentos, kit de higiene e itens para o uso de drogas, prática conhecida como política de redução de danos. 

Júlio Lancellotti declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que a instalação de CPIs para investigar o uso de recursos públicos pelo terceiro setor é uma ação legítima. No entanto, ele ressaltou que sua atuação está estritamente ligada à Paróquia São Miguel Arcanjo, sem qualquer vínculo com órgãos públicos. 

Confira: “Vereadores do PT denunciam Rubinho Nunes por CPI que pode mirar Júlio Lancellotti”

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2 comentários
  1. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Se atuasse estritamente na paróquia não seria um ativista comunista, e como tal deve ser investigado pois, ou comete, ou encobre crimes, como de hábito agem comunistas. É mais um infiltrado como tantos que existem em todos os segmentos da sociedade.

  2. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Lutar contra saia e um problema.
    Padre, juiz e mulher, pense duas vezes.
    E um DULCIDIO.

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