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Política

Zambelli inicia greve de fome contra extradição

A decisão da deputada vem depois de a Justiça italiana rejeitar recurso da defesa e manter sua prisão em regime fechado

Carla Zambelli
O processo de extradição, solicitado pelo governo brasileiro, segue em análise na Corte de Apelação | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou nesta quinta-feira, 9, que iniciou uma greve de fome, que busca pressionar o ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, para que ele negue o pedido de extradição encaminhado pelo Brasil.

A decisão de Zambelli ocorre depois de a Justiça italiana ter rejeitado, nesta quarta-feira 8, o recurso de seus advogados e manter a parlamentar presa em regime fechado enquanto o processo de extradição segue em andamento.

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“Por ter a absoluta certeza de que o senhor não tomou a melhor decisão, começo hoje uma greve de fome que só o senhor pode acabar, negando minha extradição, o que me colocará em liberdade, que é o correto”, diz um trecho da carta enviada por Zambelli ao ministro italiano.

A deputada ainda disse esperar que Nordio “não lave as mãos” em relação ao seu caso.

Zambelli reclama de perseguição política

Na carta ao ministro, Zambelli se diz vítima de perseguição política e argumenta que Nordio estaria aceitando uma “decisão injusta e sem provas” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Com esse consentimento seu em manter uma cidadã inocente na cadeia, o senhor está de mãos dadas com o próprio demônio e vai se sujar também?”, questionou Zambelli.

O processo de extradição, solicitado pelo governo brasileiro, segue em análise na Corte de Apelação.

O tribunal italiano aguarda o parecer da Procuradoria-Geral para agendar uma nova sessão, que avaliará se há razões legais para autorizar o envio de Zambelli ao Brasil.

Leia também: “Devaneio supremo”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 290 da Revista Oeste

A defesa de Zambelli ainda poderá apresentar recursos à Corte de Cassação, mas a decisão final caberá ao Ministério da Justiça da Itália.

Especialistas estimam que o processo todo pode durar de um a dois anos, embora o fato de Zambelli estar presa possa acelerar os trâmites.

Estratégia de defesa

No início de junho, a deputada deixou o Brasil depois de o STF condená-la a dez anos de prisão pelo suposto envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando teria emitido um mandado falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

O advogado Pieremilio Sammarco, que representa Zambelli, afirmou que buscará provar irregularidades no processo brasileiro, como o fato de “a vítima do suposto crime ser a mesma pessoa que fez a sentença, que decidiu pela execução da sentença e que decidiu a apelação”.

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2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Preferível a morte , ficar nas masmorras do moraes

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Acredito que se justiça Italiana aceitar a extradição eles deveriam mandar de volta o pobre Cesare Batista também …

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