Vladimir Putin ao lado dos símbolos dos partidos Democrata e Republicano | Foto: Shutterstock
Vladimir Putin ao lado dos símbolos dos partidos Democrata e Republicano | Foto: Shutterstock

O patriotismo seletivo dos democratas

Os conservadores querem defender o Ocidente justamente pelo que ele representa para o mundo: conservar o legado ocidental de liberdade

São os democratas mais esquerdistas e radicais que, normalmente, gostam de queimar bandeiras norte-americanas. Foram eles que demonizaram a América quando o governo Bush invadiu o Iraque, quase tomando o partido do inimigo. São eles que apoiam atletas milionários da NFL que resolvem se ajoelhar durante o Hino Nacional, em protesto contra a nação. O Project 1619 partiu de jornalistas do “liberal” The New York Times para “reescrever a história” da América como um rastro de racismo e opressão. Enfim, vem da esquerda democrata certo ódio aos Estados Unidos e ao que o país representa para o mundo: um farol da liberdade e o ícone do individualismo.

Não obstante, descobrimos vários patriotas extremados dentre os democratas agora nessa invasão da Ucrânia pela Rússia. Gente como Whoopi Goldberg, que já saiu do “castigo” de duas semanas após chamar o Holocausto de “coisa entre brancos”, tem pedido até a prisão de quem não está demonizando a Rússia ou oferecendo apoio irrestrito ao governo Biden em suas medidas solidárias ao governo ucraniano. Comentaristas democratas querem ver Tucker Carlson, da Fox News, atrás das grades por traição, e insinuam que ele pode ser um agente de desinformação bancado por Putin. É tudo bem estranho!

Whoopi Goldberg, atriz | Foto: Lev Radin/Shutterstock

Afinal, os Estados Unidos nem sequer estão diretamente no conflito. Os ucranianos queriam até mais: demandam caças pela Polônia, que o governo Biden tem se recusado a enviar para não provocar demais o Kremlin. Alguns conservadores apontam para a existência de laboratórios químicos espalhados pela Ucrânia que teriam financiamento norte-americano para estudos com ganhos de função, e senadores como Mitt Romney, o mais democrata dos republicanos, chegaram a chamar essa preocupação de irresponsável e antipatriótica nesse momento. Oi?

É perfeitamente compreensível discordar do ponto de vista de Tucker Carlson nessa guerra. Eu também acho que ele tem “passado pano” demais para a agressão russa, no afã de denunciar o globalismo ocidental. Muitos “conservadores” acreditaram mesmo que Putin era um deles e que estaria desafiando o decadente Ocidente dominado pelo “progressismo”, para resgatar valores perdidos. Balela, claro! Putin explora o cristianismo ortodoxo do povo russo e joga para a plateia, mas na prática quer usar mercenários árabes para matar cristãos ucranianos, que alimentam o sonho de ser europeu e defender sua soberania nacional.

Tucker Carlson, apresentador de televisão e comentarista político norte-americano | Foto: Wikimedia Commons

Putin é o oposto do que o conservadorismo ocidental representa, com sua defesa rigorosa das liberdades individuais, do império das leis, do Estado de Direito, da sacralidade da propriedade privada e da liberdade de expressão. Putin é um autocrata imperialista, um invasor, alguém que cala na marra a mídia. Os conservadores têm todo direito de apontar para a destruição de valores ocidentais pela esquerda “progressista”, mas Putin não é a solução, nem de perto.

Daí a chamar Tucker Carlson de traidor ou agente russo vai uma longa distância! Por que, então, os democratas estão tão zelosos de um falso patriotismo repentino, demandando irrestrito apoio às políticas do governo Biden na Ucrânia? Só há uma explicação plausível: a mentira do tal conluio russo com Trump, que a esquerda martelou por dois anos, movendo mundos e fundos para tentar provar, em vão, sua tese conspiratória. Ou seja, os democratas estão tentando resgatar uma narrativa furada de que os republicanos são aliados de Putin, e com isso manchar sua reputação em ano eleitoral.

Só isso explica gente que cospe tanto na trajetória norte-americana virar, da noite para o dia, um patriota tão fanático a ponto de clamar pela prisão dos “dissidentes” que não estão apoiando incondicionalmente uma oposição ferrenha contra a Rússia de Putin. Obama foi aquele que disse que acreditava na excepcionalidade da América, como também na da Grécia, da Itália etc. Ou seja, se todos são especiais, então ninguém o é. Obama queria mudar “fundamentalmente” a América. Isso é coisa de quem ama? Desejar alterar a essência da coisa amada? E são os democratas, agora, que exigem a russofobia geral, caso contrário não passam de espiões infiltrados pela antiga KGB? Seria isso o “macarthismo do bem”?

Talvez esses democratas “patriotas” devessem ler o que um conservador de verdade, como Dennis Prager, pensa sobre o assunto. Prager escreveu uma coluna em que questiona qual o interesse para a América nessa guerra. Na esquerda, “interesse da América” já é algo considerado essencialmente um termo chauvinista, nacionalista e até fascista, diz o autor. Se a esquerda estivesse preocupada com o que é do interesse dos Estados Unidos, não defenderia — e, sob o presidente Joe Biden, implementaria – fronteiras abertas. Não é do interesse da América permitir que milhões de pessoas entrem ilegalmente nos Estados Unidos.

Dennis Prager, radialista e escritor norte-americano | Foto: Wikimedia Commons

Se a esquerda estivesse preocupada com o que é do interesse dos Estados Unidos, não defenderia — e, sob Biden, implementaria — políticas para transformar a América de um país independente de energia em um país dependente de energia. Se a esquerda estivesse preocupada com o que é do interesse da América, ela não defenderia mentir para sua juventude dizendo-lhes que a América é sistematicamente racista, que foi fundada em 1619, que lutou contra a Revolução para preservar a escravidão e que os “pais fundadores” eram imorais e racistas. Não defenderia a redução de recursos dos departamentos de polícia. Não teria defendido privar as crianças da educação por dois anos por conta da pandemia. Prager conclui: “A esquerda em todos os lugares despreza a América. E a esquerda norte-americana não é exceção. A maioria dos liberais ama a América, mas vota na esquerda. Então, o amor deles é irrelevante”.

Não é uma defesa de enviar tropas para lutar na Ucrânia, mas, sim, um chamado ao que importa aqui: defender os valores ocidentais

Mas Prager também condena os conservadores isolacionistas que olham apenas para interesses materiais dos Estados Unidos e, portanto, pregam o afastamento do assunto Ucrânia. Prager também repudia quem poupa críticas a Putin, apesar de isso ser uma pequena minoria na direita. Ele abomina a narrativa de que a Otan “provocou” a Rússia com a possibilidade de entrada da Ucrânia, lembrando que o país tem todo direito de desejar e pleitear isso.

Se um ditador russo pode invadir e dizimar outro país em um ato de agressão não provocada e isso não é do interesse dos Estados Unidos, que tal a China invadir Taiwan, ou o Irã lançar armas nucleares contra Israel, ou a Coreia do Norte fazer isso contra a Coreia do Sul? Por que Taiwan, Israel ou Coreia do Sul são mais “do interesse da América” do que a Ucrânia? Prager faz essas perguntas para lembrar que aquilo em jogo é bem mais profundo do que “interesses materiais” dos norte-americanos; é o papel da América como xerife do mundo livre!

Prager apoiou a noção de “América Primeiro”, slogan de Trump. Mas, como conservador, ele não acredita em “América Apenas”. Pelas mesmas razões, ele acredita em “minha família em primeiro lugar”, mas não em “apenas minha família”. Não é uma defesa de enviar tropas para lutar na Ucrânia, mas, sim, um chamado ao que importa aqui: defender os valores ocidentais: “Não devemos enviar tropas da Otan para a Ucrânia, mas devemos permitir que a Polônia forneça caças à Ucrânia. De qualquer forma, por que isso é diferente de fornecermos à Ucrânia armas antitanque e antiaéreas? Se a Rússia ter armas nucleares nos impede até de permitir que um terceiro país envie jatos para a Ucrânia, a lição é simples e clara: se você quer paralisar o Ocidente, desenvolva (ou roube) armas nucleares. Então você pode destruir qualquer país que você escolher”.

Como fica claro, conservadores querem defender o Ocidente justamente pelo que ele representa para o mundo, tendo a América como seu grande líder. Eles querem conservar o legado ocidental de liberdade. Já a postura contraditória da esquerda democrata mostra que seu “patriotismo” é seletivo e oportunista, uma vez que o objetivo é demonizar a direita “pró-Rússia”, um tanto imaginária, não defender realmente esses valores ocidentais. Até porque a esquerda cospe neles diariamente…

Leia também “Putin, a Mãe Rússia e o Ocidente”

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23 comentários Ver comentários

  1. Muito interessantes certos comentários antiviolência e a favor do povo. Realmente o ideal é não temos guerras, mas como dizia Churchill, a maneira mais fácil de se terminar uma guerra é perde-la. Como no Brasil de hoje não temos mais pessoas que viveram o flagelo de uma invasão estrangeira, fica obvio a defesa do pacifismo incondicional. Tenho familiares que viveram os horrores da guerra de conquista na Europa. Você tem que morar, fazer, comer (quando pode comer), falar, rezar, parir, quando e como mandam, nada mais. Pessoas na região da Ucrânia/Polônia/Rússia/Áustria e Hungria que tiveram nada menos que 4 passaportes de países diferentes ao longo da vida SEM mudar de endereço. Cada qual com suas regras (ordens) sem direito a opiniões democráticas ou vontade própria. Os cidadãos Ucranianos sabem muito bem o que é viver sob a bota de um conquistador, por isso estão lutando ferozmente. Na AL o Chile prepara-se para votar uma constituição abolindo as FAAs enquanto a Venezuela se arma cada vez mais com um “presidente” realmente democrata. Vamos ver no que vai dar. Se a Ucrânia não tivesse caído no engodo de entregar suas armas nucleares duvido que teria sido invadida agora, “Se vis pacem, parabellum”, já dizia Flávio Vegécio na Roma antiga.

  2. Finalizo minha participação sobre essa questão, afirmando o seguinte: Nessa guerra entre Washington e Moscou ou mais diretamente, entre Biden e Putin, o sofrimento e a ruína da Ucrânia são irrelevantes. Biden continua insultando Putin e atiçando a comediante manobrado da Ucrânia a sangrar nessa guerra inglória contra a Rússia até o último ucraniano! Eis a estratégia desse covarde de altíssima periculosidade de nome Biden.
    Ruy Câmara

  3. Biden provocou Putin ao incentivar e patrocinar a expansão bélica da OTAN nos territórios de fronteira da Rússia. Essa é causa verdadeira da reação russa contra a Ucrânia, atualmente dirigida por um nazifascista que implora de joelhos para que a Ucrânia faça parte da OTAN.
    Nessa guerra provocada por Biden e pelo comediante ucraniano, estou 100% com Putin e com o povo russo e desprezo solene os esforços de sabotagem do Ocidente para destruir a Rússia economicamente.
    As mídias venais e os líderes fracos do ocidente fingem ignorar que as sanções econômicas contra a Rússia são como um BUMERANGUE DESTRUTIVO – BATE E VOLTA, atingindo em cheio lá e cá. Ou seja, o mundo inteiro passará privações de toda ordem em consequência dessas sanções arquitetadas pelo provocador, Biden.
    Por muito menos das provocações, insultos, sabotagens e sanções econômicas desse filadaputa sonso de nome Biden, começaram a 1ª na Sérvia e a 2ª guerra na Polônia.
    Putin se demora muito a apertar o botão da revanche contra os inimigos Ocidentais que queriam até ontem fazer da Ucrânia uma base da Otan e um trampolim para ameaçar a Rússia. Mas se esse desatino criminoso prevalecer, esses ou os próximos líderes frouxos e covardes do Ocidente, verão que na vida real e concreta, o arrependimento é sempre tardio.

    Em toda e qualquer guerra não há e jamais haverá vencidos ou vencedores. O que resulta de uma guerra e de qualquer guerra, são as vítimas empobrecidas e os cadáveres sobre os campos de batalhas.
    O mundo vive um tempo atroz, que renega a paz com patrocínio dos EUA e Europa, um tempo totalmente apartado da verdade por força do propagandeio midiático e massivo de mentiras, embustes, fraudes e simulacros de verdade, notadamente sobre a guerra em curso.
    As mídias venais e as mídias salafrárias, na sua massividade cotidiana de inverdades (são quase todas elas) desinformam e deformam até mesmo os cérebros de gente que se presume bem-informada. E como tem gente leiga e inculta que sequer sabe apontar no mapa onde fica a Ucrânia ou a Rússia, opinando como papagaios sobre o que nada sabem a respeito das causas verdadeiras que iniciaram essa guerra.
    E como tem ingênuos que reproduzem como meros repetidores os discursos dominantes desses líderes frouxos e cretinos que se amotinaram para dificultar e comprometer a vida de uma civilização que corre risco real de ser destruída num piscar de pestanas. Ruy Câmara. www.ruycamara.com.br

  4. Constantino, é ridículo ver a Alemanha condenando a Rússia pela invasão da Ucrânia. É a prova de que os germânicos continuam agindo como lacaios crônicos dos tempos de Hitler, afinal, o tempo não apaga a história acontecida; não muda a tragédia que a Alemanha causou ao mundo e não resgata os mortos que tombaram nos campos de batalahas!! A Alemanha (de ontem, de agora ou futura) não tem moral para falar de ocupação de territórios alheios. Ela própria invadiu a Ucrânia, a Rússia e metade da Europa, essa mesma Europa que historicamente sempre foi covarde e muito incompetente em matéria de paz. Não fosse o Exército Vermelho da Russia, o Eixo teria esmagado os Aliados e o mundo estaria NAZIFICADO até hoje. Irônica e contraditoriamente, o Ocidente deve a sua liberdade, em grande parte, aos russos e não aos germânicos. Ruy Câmara

  5. Não se iludam com o pragmatismo russo. Putin, mais do que Baiden e do que todos os lideres, sabe que a Diplomacia só funciona quando o mais fraco reconhce a superioridade do mais forte. Ruy Câmara

  6. O silêncio de Putin causa mais medo aos líderes ocidentais do que a massificação das do plano de sabotagens que Biden lançou para arruinar a Rússia e, de quebra, para dificultar a vida de zilhões de indivíduos que nada tem a ver com esse conflito. Diante de tantos apelos do comediante da Ucrânia, podemos inferir que, mais infame e virulenta do que as suas provocações contra o líder de uma superpotência nuclear que possui um arsenal bélico capaz de destruir o planeta em poucas horas, é essa batalha midiática que os líderes fracos do Ocidente patrocinam para convencer o mundo de que agem em nome da paz e da autonomia de uma nação que implora e se ajoelha para ser usada pela OTAN como base de ogivas nucleares apontadas para a Rússia.
    Diante da escalada midiática que inflama os ódios entre líderes que não se entendem e que exalta o ideário monolítico da guerra, não haverá vencedores nem vencidos, e o resultado desses desatinos e inconsequência poderão ser, a ruína ética das Nações ditas civilizadas e a decadência da moral e total da civilização universal.
    O bom-senso nos autoriza a admitir que toda guerra é e será sempre um caos sem providências divinas, e que os interesses obscuros de Nações que se pretendem imaculadas por serem fortemente armadas, não podem ser justificados e nem compreendidos com falsos moralismos democráticos ou ingenuidades nacionalistas.
    O estopim incendiário que Biden recolocou na Ucrânia para enfraquecer a Rússia, pode ser tão desastroso para o mundo quanto o estopim que o império austro-húngaro colocou em Saraivo de 1914 (início da 1ª Guerra Mundial) ou tão insano quanto o estopim que a Alemanha acendeu na Polônia em 1939 (início da 2ª Guerra Mundial).
    Nesses tempos de insanidade, o silêncio de Putin pode não ter significado algum para os seus adversários americanos e europeus; pode não impactar nas suas sanções e decisões; pode não tem repercussão alguma no mundo das mídias venais, mas é precisamente o SILÊNCIO, apenas SILÊNCIO, o que de fato poderá restar deste mundo, tão logo as digitais de uma falange tão gélida quanto o gelo siberiano, tenham sido reconhecidas pelos dispositivos nucleares.
    Ruy Câmara

  7. Acho complicado defender a intervenção da OTAN na Ucrânia em nome da defesa dos valores ocidentais sem antes responder as seguintes perguntas: Quais valores ocidentais estão em risco na Ucrânia? Para que e para quem serve a OTAN após a evaporação do Pacto de Varsóvia?
    A OTAN vem aumentando seu campo de atuação desde 1991, seja por meio de avanço territorial em direção ao leste europeu, seja pela incorporação de novos critérios de segurança, tais como, a defesa da democracia, os direitos humanos e o império da lei. (No futuro poderia ser incluído o critério da defesa do meio ambiente, talvez?). Não obstante, em 1994, Bill Clinton, Miterrand, ONU e OTAN não moveram uma palha para evitar o genocídio em Ruanda que ceifou 800 mil vidas humanas.
    A intervenção da OTAN na Iugoslávia em 1999 (guerra do Kosovo) não teve amparo na Carta da ONU, cujo art. 53 determina que ações armadas requerem reconhecimento da ONU e autorização do seu Conselho de Segurança. Ainda, o art. 103 da Carta estabelece que em caso de conflito entre as obrigações dos membros decorrentes deste dispositivo e aquelas decorrentes de qualquer outro acordo internacional (no caso, os de genocídio), prevalecerão as obrigações assumidas em virtude da Carta.
    Isso abriu um perigoso precedente de desrespeito ao Direito Internacional.
    A OTAN nada mais é do que o braço armado das potências ocidentais decadentes em defesas dos seus interesses geopolíticos. São os novos templários do globalismo.
    Os valores ocidentais semeados na Ucrânia foram aqueles que interessam ao globalismo. É impensável uma Ucrânia democrática com líderes que dizem defender valores ocidentais, mas que fecham redes de tv, controlam a imprensa e são tolerantes com a corrupção e com grupos nazifascistas. É inútil apontar o dedo para Putin quando as armas russas que estão matando ucranianos foram financiadas em grande parte com o dinheiro da Europa Ocidental.
    Os ucranianos terão um longo e penoso caminho para construir uma verdadeira democracia sozinhos (se é que vai sobrar alguma coisa que se possa chamar de Ucrânia), sem contar com o Ocidente, pois mesmo aqui estes valores estão em risco.

      1. Qualquer intervenção da OTAN, neste contexto, é jogar querosene na fogueira, com o conflito escalando para o nível global com possível uso de armas atômicas.
        Não há solução possível sem combinar com os russos. Neste momento, Zelensky se nega a ceder Mariupol, portanto, ele será o responsável pelo fato de a população civil (300 mil pessoas) estar sendo usada como escudo humano pelas forças ucranianas.

  8. Percebe-se que muitos estão preocupados em analisar quem e quem e esquecem que um povo, uma Nação, foi agredida. Quem invadiu quem. Deixemos as firulas de lado, e observemos os fatos. Putin ja cometeu atrocidades na Chechenia e outros ex-estados da antiga URSS, que não se submetem ao sonho de reconstruir o imperio russo/sovietico de Putin e continuara cometendo seus crimes.

  9. Constantino, aprecio tuas análises, o amplo conhecimento e a capacidade interpretativa sobre a democracia ocidental e o comunismo. Ocorre que entendo que nas democracias cabem regimes de direita e esquerda e portanto não vejo porque criticar um regime que não tem o mesmo entendimento de liberdade, portanto creio que não existe um ditador Putin, mas um governante admirado pela maioria da população que tem nesse regime suas bandeiras da liberdade. Afinal, como esta a liberdade em nossa democracia brasileira? A democracia pode chegar a rondar uma anarquia? Fechar ruas para protestos, invadir propriedades e prédios públicos, interferências entre os poderes, insegurança jurídica e pública, é democracia? Pois bem, então temos que respeitar quem pensa diferente.
    Diante das narrativas de uns poucos gostaria de tua análise a respeito da população que habita a Ucrânia, se há russos e se são respeitados democraticamente seus costumes e religiões, se existe uma população miscigenada, e qual a necessidade de ter proteção da decadente OTAN, tão desnecessária para os dias de hoje. Quando governo, Tump ameaçou cortar verbas à esse organismo OTAN, que pouco servia aos EUA. Será Zelensky um potencial prêmio nobel da paz?

  10. Putin é ditador, sem dúvida. Mas as narrativas dos dois lados são parecidas com aquels que circulam aqui no Brasil. Se o povo russo é massacrado e civis mortos em bombardeios comandados pelo exército ucraniano pode. Se o povo ucraniano sofre ataque de russos aí a coisa pega. Bolsonaro está certo. Apostar na neutralidade pois Putin e Zelin são farinha do mesmo saco e que não pensam duas vezes para se manter no poder e massacrar adversários, nem que eles estejam desarmados.

  11. Consta, tenho a impressão que Felipe Moura Brasil está influenciando muitos colunistas por ai. Felipe tem inveja de uma “besta quadrada” chamada Guga Chacra. O jornalista para ter inveja do Guga tem que ser muito rampeiro. Pode ser inveja do emprego que Guga tem.

  12. Prezado Consta, creio que nessa guerra não há mocinhos. Kennan, ainda nos anos 90, e Mearsheimer recentemente advertiram para o perigo do expansionismo da Otan. A Ucrânia foi parte da Rússia desde o sec xvi! Imaginar que a Otan vá estacionar tropas e mísseis lá é loucura!
    Imaginem uma base militar russa ou chinesa no México … A Rússia nunca foi inimiga do Ocidente – só a Urss – e essa política desastrada a jogou nos braços da China.
    Assistam aos vídeos do Mearsheimer no you tube.

  13. Hoje já estou com dúvidas. Não quero e não apoio ninguém nessa tal guerra, mas dizer que o “mundo ocidental” ainda é o bastião da democracia o Consta forçou. O 9cidente está sendo comandado por magnatas das bigfarmas, bigtechs, bigfinancess e bigONGS e não mais por eleitos pelo povo. Qual a diferença em ser conduzido por pessoas que te dizem “logo você não terá mais nada, mas em compensação será feliz” e aquele que te diz “teremos orgulho de nossa nação mesmo que para isso tivermos que nos sacrificar um pouco”? Quem é mais honesto? Para qual das vertentes a população mundial penderá? Comece a pensar em qual avião você e seus filhos subirão. A humanidade sempre foi assim e sempre será.

    1. Penso da mesma forma. É preciso também questionar o papel da OTAN no pós guerra-fria. Há um trabalho em pdf disponíven na internet bem interessante:
      A INTERVENÇÃO MILITAR DA OTAN NA IUGOSLÁVIA COMO UM PONTO DE
      INFLEXÃO NO QUADRO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS PÓS-GUERRA FRIA
      – DOIS COELHOS NUMA CAJADADA SÓ: O DESRESPEITO AO DIREITO
      INTERNACIONAL E O SOTERRAMENTO DE UMA SEGURANÇA EUROPEIA
      INDEPENDENTEi
      Carlos Enrique Ruiz Ferreiraii

  14. Deus me livre defender o ditador comunista Putin. No entanto, até mesmo aqui nesta revista eles não falam da farsa do Zelin (presidente atual a Ucrânia). Ninguém fala dos ataques às populações civis e a tentativa de liquidar completamente os separatistas naquelas duas províncias rebeles com maioria russa… Estão esquecendo de informar sobre fatos históricos dos últimos anos, incluindo as eleições municipais e estaduais que sacramentaram uma derrota acachapante ao atual presidente. Ele mesmo antes desta invasão do Putin ordenou ao seu exército acabar com os separatistas que lá atrás ainda negociavam medidas democráticas como referendum popular e plebiscito que a OTAN, ONU, EUA e govero ucraniano nem deram bola. O povo russo da Ucrânia pediu ajuda a Putin que foi protefer o seu povo de massacre. E tem mais que a turma da imprensa gosta de narrativas de direita e esquerda e não da verdade.

    1. O Presidente da Ucrania foi eleito pela maioria do povo ucraniano. Lá há eleições a cada 4 anos (se não me engano). Se o Sr. Zelenski, cidadão eleito, não for um bom governante, poderá ser substituido nas próximas eleições pelo próprio povo ucraniano. Se, como dizem, mas sem provas, que ele ataca minorias separatistas (essa é a versão russa) e devemos lembrar que esses separatistas são armados e armados pela Rússia, que fomenta suas atividades, se a maioria do povo não concorda com isso (se isso realmente existir), é só eleger outro governante. Nenhum País tem o direito de entrar na Ucrania e fazer o que a Rússia está fazendo. Só os ucranianos têm o direito de definir seu destino. E Putin, que envenena opositores, massacra separatistas xexenos, toma a Criméia, invade a Geórgia, etc, o povo russo pode substituí-lo se não concordar com isso?

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