A novata Mileto vai colocar no mercado carros elétricos na casa dos R$ 100 mil. É um ousado anúncio, que impacta o ainda embrionário setor no Brasil. “Nosso objetivo é democratizar o uso do veículo elétrico no Brasil”, define Alexandre Oliveira, cofundador e CEO da Mileto. “Queremos acabar com esse abismo que existe entre os veículos limpos e a população.” O plano é colocar os primeiros carros na praça até dezembro.
Os elétricos acessíveis
Os carros elétricos mais baratos atualmente no mercado brasileiro começam na faixa de R$ 146.900, da Renault, ou R$ 149.900, da Caoa Chery. A versão mais acessível do XC40, da Volvo, o carro elétrico mais vendido do país, saiu por R$ 309.950, na pré-venda, em maio. A Mileto teve dois modelos de veículos aprovados em testes de performance e segurança da Secretaria Nacional de Trânsito: o Primis e o Duo. O primeiro deve sair por R$ 98 mil e, o segundo, por R$ 120 mil.
O segredo
A tática da Mileto para baratear os carros elétricos foi selecionar modelos prontos na China, sem marca. “A gente consegue importar esse carro e trazê-lo para o Brasil”, diz Oliveira. “Nossa estratégia foi buscar parceiros sólidos”. A bateria elétrica é a razão de tornar muito mais simples essa importação: um carro elétrico necessita de “apenas” 200 peças. Para efeitos de comparação, um veículo a combustão tem 2 mil peças.
Sem filtro nem vela
“O elétrico traz uma outra visão”, observa o executivo. “Imagina nunca mais precisar trocar filtro, óleo, vela, mangueira. Não precisaremos mais ter um mecânico de confiança, porque o próprio aplicativo vai dizer a vida útil do carro. Como tudo é elétrico, a gente consegue ter uma gestão muito mais assídua e confiável do carro.”
Autonomia e carregamento
A marca ainda possui no cardápio de opções de veículos uma minicamionete chamada Fortis, com custo de R$ 98 mil, 150 quilômetros de autonomia e 800 quilos de capacidade na caçamba, além de três motos, com preços que variam de R$ 17 mil a R$ 24 mil, todos disponíveis para carregar na tomada de casa. “O objetivo é que os carros tenham opção de carregamento doméstico e rápido. A ideia é chegar a carregar 80% da bateria em até 40 minutos”, resume Oliveira. Um dos modelos da marca, o Primis, demora de seis a oito horas para carregar e atingir autonomia de 310 quilômetros.
Autotech
Fundada em janeiro, a Mileto não é uma montadora, mas uma autotech — empresa de tecnologia fundamentada no mercado automotivo. É assim que definem os fundadores, os irmãos Felipe e Alexandre Oliveira. A experiência de ambos ajudou na união e na gestão da companhia. Alexandre vem do mercado financeiro e ainda hoje usa sua experiência na corretora Warren, no Rio de Janeiro. Felipe tem duas décadas no setor automotivo. A empresa nasceu com um projeto de produzir carros elétricos direto de uma impressora 3-D, personalizado, feito de blendas de polímero, inspirado na empresa italiana XEV. “Quando a gente lançar o carro impresso, a ideia é baixar ainda mais o valor”, diz Oliveira.
Os elétricos no Brasil
O Brasil bateu a marca de 100 mil carros elétricos em julho, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. O país tem mais de 38 milhões de veículos e pode chegar a impressionantes 80 milhões em 2050, segundo a Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. A projeção da Anfavea é que 62% das vendas de automóveis no Brasil já sejam de modelos elétricos. Um consenso para quem é da área ou mesmo quem não é: a única forma de democratizar o carro elétrico no Brasil é abaixar os preços — e ampliar a rede de carregadores nas estradas, algo que empresas como a 99, a Volvo e a GWM têm feito. Seguir na linha de carros acima de R$ 200 mil reduz drasticamente a popularização deles.
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A Gerdau e os elétricos
A Gerdau vai investir R$ 700 milhões na Usina de Pinda, como é chamada, unidade paulista do gigante de siderurgia que movimenta 2,3 mil profissionais. O valor será usado principalmente para instalar um novo processo (chamado lingotamento) de produção do aço que promete um serviço mais automatizado e com melhor rendimento. Qual será o foco? Veículos elétricos. O aço especial, fabricado na unidade de Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, é direcionado quase diretamente para o setor automotivo, especialmente ônibus e caminhões.
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O problema gigantesco do Twitter…
Por que Elon Musk é importante para o Twitter? Para Omar Ajame, presidente do conselho de administração da plataforma de educação financeira TC e um profissional que acompanha com lupa as ações norte-americanas de gigantes de tecnologia, o mundo precisa de Musk à frente do Twitter. “A liberdade de expressão nunca esteve tão em ataque como hoje”, afirmou. “São ataques de todos os lados e que vêm de todas as estruturas da sociedade. A gente precisa de alguém como Musk, que realmente se importa com o futuro da humanidade, para resolver o problema gigantesco que virou o Twitter.”
…e a legião de robôs
E que problema é esse? “Tem uma quantidade absurda de fakes, legiões de robôs feitos para atacar pessoas, ideias e espalhar desinformação, até para mudar os rumos de eleições e a sociedade como um todo”, garantiu. “Se a gente não tiver uma plataforma que sofra menos influências daqueles que estão no poder, dos governantes, a liberdade de expressão vai diminuir. A cada dia vamos viver num mundo mais totalitário.”
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Continuo tendo problemas de senha. Tenho que colocar até 3 vezes a minha pra ler uma matéria.
Vcs precisam acertar isso. Basta o assinante colocar sua senha 1 só vez e ler toda a revista.
Caso não se resolve peço cancelamento da minha assinatura, não há como fazer vcs darem atenção ao seu assinante. Vicente
É isso mesmo. Já reclamei sobre este problema, mas nada foi feito. Estou pensando em cancelar minha assinatura também. O site da Oeste é o único que causa este transtorno. E o problema não é difícil de resolver.