Foto: Boris Rabtsevich/Shutterstock
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O Brasil vai querer paz

Uma nação vive de realidades e não vai acabar por causa de uma eleição. Só que, mais cedo ou mais tarde, esse governo vai ser obrigado a oferecer resultados

O presidente Lula e o seu governo, a cada dia que passa, se mostram mais e mais convencidos que vão ficar aí para sempre, mandando neste país pelo resto da vida — eles e muita gente boa, com certeza. Foram colocados no poder por uma coligação de forças que não admitia mais, por razões e interesses diversos, que Jair Bolsonaro continuasse governando o Brasil. Mas acham que estão lá porque fizeram uma revolução “popular”, ou coisa que o valha, e no seu entender isso lhes dá uma escritura de propriedade do Brasil, com autorização plena para eliminar o regime em vigor e colocar em seu lugar mais ou menos o que bem entendem, ou que vierem a entender. Estão deslumbrados em ter a polícia a seu favor; descobriram os encantos de governar o país com a repressão. Podem prender gente. Podem proibir manifestações de rua dos adversários. Podem censurar de alto a baixo as redes sociais, inclusive cassando a palavra de deputados da oposição. Dão como líquido e certo que a máquina do Poder Judiciário não vai punir nunca mais os políticos da “esquerda”, não importa o que fizerem; depois de todo o trabalho que deu para acabar com ela, ninguém vai inventar uma nova Operação Lava Jato a esta altura do jogo, não é mesmo? A mesma máquina, segundo acreditam, vai julgar legais todas as ilegalidades que fizerem. Não veem a hora de meter Bolsonaro na cadeia. Acham que a República Socialista do Brasil, com Lula no papel de Nicolás Maduro, está finalmente ao alcance da mão.

Será isso mesmo, no mundo real? A situação, na data de hoje, está para lá de ruim e, como comprova a experiência, pode ficar pior ainda, ou mesmo muito pior — a caixa d’água das desgraças, sabe-se bem, é coisa que não enche nunca. O Brasil, pela primeira vez desde o regime militar, tem presos políticos; diz que não tem, como faz o governo de Cuba, mas tem. O cidadão acusado de praticar “atos antidemocráticos” não está mais protegido pela Constituição ou pelo resto das leis atualmente em vigor no Brasil. Desapareceu o sistema de provas. O sujeito pode ser preso por estar perto do crime. O dono de um ônibus é responsável pelos atos praticados pelos passageiros depois que desembarcam — e dar dinheiro para se fazer uma manifestação legal é crime contra a democracia. Uma conversa particular pelo WhatsApp pode ser considerada tentativa de golpe de Estado. Um governador de Estado é afastado do cargo por medida cautelar, como se fosse um servente de prefeitura. O ministro da Justiça, transformado em chefe nacional de polícia, é o homem mais importante do governo. Abriu-se, no alto do Poder Judiciário, uma questão nova: é preciso, segundo dizem, “discutir” a liberdade de reunião. O direito de falar nas redes sociais não existe mais; depende estritamente, agora, de permissão por parte da autoridade pública. É tudo isso, e muito mais — e o conjunto da obra, com três semanas de governo Lula, é de terra arrasada, com mais arraso pela frente e a construção diária de um futuro sem esperança.

Esse governo, mais cedo ou mais tarde, vai ser obrigado a oferecer resultados na vida real — não existe a alternativa de não fazer nada, ou acumular problemas não resolvidos, e se dar bem

Só que construir desastres pode ser mais complicado do que se pensa; ações praticadas hoje não significam resultados amanhã, e más intenções não se transformam automaticamente em más realidades. Lula e os radicais que ocupam todos os cargos com alguma importância real no seu governo querem, sem dúvida, trocar o regime atual do Brasil por alguma coisa que não sabem bem o que é, mas parece um cruzamento de Venezuela com Daniela Mercury — pelo menos é o que dizem todo dia, em voz cada vez mais alta. A questão é ver se conseguem fazer o que querem. Há, desde logo, um problema essencial: Lula montou, objetivamente, um governo monstruoso, e governos com esse grau de deformação não costumam ganhar campeonatos. É difícil, na verdade, descobrir alguma coisa certa no que se fez até agora. Mais da metade dos ministros tem dificuldades sérias com o Código Penal. Uma ministra se chama “Daniela do Waguinho” — como pode dar certo alguém que tem um nome desses? Suas relações são cidadãos conhecidos como “Jura”, “Babu”, “Marcinho Bombeiro”, “Fabinho Varandão” — gente metida com homicídio, extorsão e milícias do Rio de Janeiro. A última notícia a seu respeito, com três semanas no cargo, é que desviou R$ 1 milhão de verbas de campanha servindo-se de gráficas fantasmas. É verdade que o seu cargo tem importância abaixo de zero. Mas o que dizer do ministro teoricamente mais importante, o da Fazenda, que declara não entender nada de economia — e confunde Conselho Monetário Nacional, que faz a política de defesa da moeda, com Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza operações na Bolsa? É por aí, nome a nome, que se vai — num circo de aberrações que tem o bezerro de três cabeças, a mulher-gorila e o Luís XV de escola de samba.

Daniela Carneiro, ministra do Turismo, ao lado do marido, Waguinho, e do presidente Lula | Foto: Reprodução/Redes sociais

Esse governo, mais cedo ou mais tarde, vai ser obrigado a oferecer resultados na vida real — não existe a alternativa de não fazer nada, ou acumular problemas não resolvidos, e se dar bem. Uma deformidade básica da administração Lula é sua ideia fixa de destruir coisas — já acabou com a Secretaria de Alfabetização, anulou decretos sobre a posse legal de armas, tirou o Brasil do acordo internacional sobre o aborto, eliminou o programa de educação digital, está sabotando a nova lei do saneamento. E quando acabar a lista de objetivos a destruir — vão fazer o quê? Só tem sentido demolir uma casa para fazer outra no lugar, e até agora o governo Lula não mostrou a menor inclinação, ou competência, para construir nada; sua única proposta para o mundo das coisas reais, até agora, é cobrar de novo o imposto sindical. Governos não costumam ficar mais fortes ressuscitando impostos mortos, nem podem sobreviver de miragens como a “moeda sul-americana”, ou o arroz orgânico do MST. Têm de encarar, por exemplo, a inflação — e qual é o seu plano a respeito do assunto? Lula recebeu um Brasil com inflação abaixo dos 6% ao ano; vai reduzir para 3%? A pobreza extrema, segundo os números Banco Mundial, é hoje a menor desde 1980, quando os índices mundiais de miséria começaram a ser medidos; está em menos de 2% da população. E então: o governo vai ser capaz de diminuir essa cifra, ou pelo menos impedir que ela aumente nos próximos anos? O desemprego, hoje, é o mais baixo desde 2015; só no ano passado foram criados mais de 2 milhões de novos empregos. A República Socialista do Brasil vai fazer melhor? A atual renda média do trabalhador está acima de R$ 2.700 por mês; vai passar a 3.000 no fim deste ano? O saldo da balança comercial em 2022 foi superior a US$ 60 bilhões — e por aí vai. Em cada um desses itens, e em tantos outros, o governo vai ter de mostrar serviço. Criar o Ministério do Índio é fácil; criar emprego é outra história. Promessas de censurar as redes sociais não geram renda, e dizer que “120 milhões de pessoas” passam fome no Brasil, como acaba de fazer a ministra do Meio Ambiente, não produz miseráveis que não existem. Não adianta nada, aí, contar com a “narrativa”. As apresentadoras da Rede Globo podem ficar o resto da vida falando umas com as outras através das paredes, mas não seguram o índice de inflação, nem colocam salário no bolso de ninguém.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça | Foto: World Economic Forum/Sandra Blaser

Bons resultados, de verdade, são ainda mais críticos quando se considera que o governo Lula é uma armação minoritária; o fato, no mundo das coisas reais, é que a maioria do povo brasileiro não gosta de Lula, nem do PT, e nem do que eles pregam. São os números que dizem isso. Nestas últimas eleições, segundo os dados do próprio TSE, 60% dos eleitores não votaram em Lula — ou votaram em Jair Bolsonaro, que teve uma votação praticamente rachada no meio com ele, ou não quiseram votar. Subtraindo, além disso, quem votou a seu favor unicamente por medo ou aversão a Bolsonaro, quantos sobram, de fato, entre os 215 milhões de brasileiros? Para país acostumado a não ter liberdade, como China, Rússia ou republiquetas latino-americanas do eixo Cuba-Nicarágua, não faz diferença se o governo tem ou não tem maioria. Mas não está claro se no Brasil a coisa é igual — sobretudo quando o presidente da República se recusa terminantemente a reconhecer a existência de 58 milhões de cidadãos que votaram no seu adversário final. Ao contrário: declarou guerra a essa gente toda, como se multiplicar inimigos fosse uma obra de governo. Também há, em consequência direta da rejeição de Lula, um Congresso complicado. Na Câmara dos Deputados o PT e seus aliados, incluindo aí PSB e PDT, têm 25% das cadeiras — e não se vê bem como o Sistema Lula conseguirá mudar o regime tendo três quartos dos deputados federais contra ele. Todo mundo sabe, é claro, que boa parte do Congresso brasileiro é venal — mas há outra parte que não é, e isso cria um monte de dificuldades práticas. Vão fazer o quê? Substituir a Câmara e o Senado por uma “assembleia popular” comandada pelo Diretório Nacional do PT? Congresso que funciona, por pior que funcione, é sempre um problema sem solução — ou se fecha, ou será preciso conviver com ele. O fato, do ponto de vista político, é que existe aí um governo doente, controlado por extremistas que se julgam o exército vencedor de Fidel Castro descendo da Sierra Maestra, mas são apenas um aglomerado de militantes que não conseguiriam, juntos, produzir uma caixinha de chicletes.

Não está explicado, até agora, como um governo amarrado com barbante vai “mudar a sociedade”; é difícil, mesmo com muito esforço, transformar em Nicarágua, Bolívia ou coisa parecida uma economia de US$ 1,5 a US$ 2 trilhões como a do Brasil, baseada em sistemas de produção essencialmente privados e operados numa dinâmica capitalista que possivelmente já avançou para além do ponto de não retorno. É algo que não parece estar dentro da capacidade de um governo que imagina criar um Brasil mais rico se juntando com o Peru, ou no qual o ministro mais ativo é um especialista em conservação de miséria — governou o Maranhão durante oito anos seguidos e, ao sair, seu Estado continuava disputando o campeonato nacional da pobreza extrema. Que grande apoio das massas se pode conseguir desse jeito? O Brasil não vai viver durante anos a fio de discurso, de cara feia ou de eliminação das liberdades; vai cobrar resultados de Lula, e Lula armou um governo com gente incapaz de produzir resultados. Uma quantidade cada vez maior de pessoas vai querer que se vire a página das eleições, que o poder público forneça o mínimo de paz para o Brasil produzir e que haja o grau de tranquilidade indispensável para que cada um trabalhe, cuide da própria vida e tenha um pouco mais de esperança, saúde e dinheiro no bolso. É inútil, para isso tudo, um governo cuja prioridade é colocar na cadeia um homem que acaba de receber quase 60 milhões de votos. Igualmente inútil, e destrutivo, é ficar achando que o Supremo Tribunal Federal é o único problema do país, ou que o Brasil precisa de uma “intervenção militar”, ou que se vão construir soluções bloqueando estradas em Mato Grosso. Uma nação vive de realidades; não vai acabar por causa de uma eleição. A vida continua. O jogo só acaba quando tiver acabado.

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85 comentários Ver comentários

  1. Desculpe Guzzo, mas desta vez você errou feio a análise.
    O governo atual não tem que mostrar resultado absolutamente nenhum. Ele não tem que ganhar eleição nenhuma. Esta eleição já não existiu. Eu mesmo baixei os arquivos gerados pelas urnas e confirmei pessoalmente a fraude apontada pelo argentino e depois confirmada por centenas de outras pessoas. E esta afirmação é matemática. Não é uma opinião. É um fato irrefutável.
    A verdade é que Bolsonaro ganhou esta eleição, mas não levou o cargo. E assim será de agora em diante. Os criminosos não precisam mostrar resultado nenhum nem ganhar eleição nenhuma.
    A censura e doutrinação estão crescendo rapidamente. Eles vão controlar o congresso ganhando as presidências de câmara e senado. Políticos não alinhados serão comprados. Os que não se venderem, terão a sua vida e de seus familiares ameaçadas. Se ainda assim não cederem, serão perseguidos pela mídia e pelo Judiciário, até sofrerem impeachment ou serem mortos.
    Eventuais problemas econômicos serão sempre culpa do governo anterior ou de fatores externos.
    Esqueça a esperança de mudar de governo em 4 anos. Isso não é uma possibilidade. A situação é muito pior do que parece.

    1. Mais um detalhe: o tempo fortalece a posição dos criminosos. A cada dia que passa, a máquina está mais aparelhada. Em pouco tempo o controle da mídia será total através de lei específica. As pessoas terão as suas armas tiradas e apreendidas. Quem ousar se manifestar contra o governo será preso ou asfixiado financeiramente. Lula terá o seu exército particular: a Guarda Nacional. Não haverá mais chance de ser deposto pelo exército regular. Os amigos do PT, ao contrário, vão enriquecer às nossas custas. Esses poderosos farão parte do exército de defesa do governo criminoso.
      Ou seja: dar esperança às pessoas de que podemos mudar o governo daqui a quatro anos, iludi-las dessa forma, faz com que elas se paralisem e não reajam agora. A paz neste momento impede a reação agora e no futuro. Esse tipo de discurso é extremamente prejudicial. A única chance, se é que ainda há alguma, é reagir com toda a força o mais rápido possível.

  2. Leitura boa, apesar de vivermos tempos estranhos. Com a sobriedade e a inteligência impar do Guzzo, se vê que somente com uma oposição organizada, poderemos mitigar os danos do desgoverno, dos próximos 4 anos. Muito tempo, mas vai passar!🙏

  3. “Nós vamos tomar o poder, que é diferente de vencer uma eleição”. O suposto vencedor dessa eleição provocou choro e ranger de dentes nas igrejas e euforia nos presídios.

  4. Estamos vivendo um momento paradoxal. As autoridades máximas “eleitas” considerando que não houve fraude, que os números apresentados refletem a verdade, são taxadas de amigos de alheio, por assim dizer, há ministros que são uma vergonha sem comparação. Não sei se representa a verdade, mas um deles tem contra si 584 processos, o que parece inimaginável, afinal colecionar encrencas jurídicas é parte fundamental do currículo? Tribunais que simplesmente entenderam por desconsiderar garantias constitucionais, inverter a hierarquia das leis, ministro que reclama e destila ressentimentos por ter sido chamado de comuninista obeso e demonstra significativo desconhecimento do direito é caso grave de anomalia e abuso do direito de nomear . Afinal os 37 patetas estão demonstrando completa inaptidão para os cargos que ocupam, desmoralizando o governo a cada dia. Em Davos assistimos o cúmulo do ridiculo e da incompetência, serão assim os próximos quatro anos ou as “autoridades” eleitas vão se mexer e nomear pessoas gabaritadas, antenadas e competentes?

  5. “Uma nação vive de realidades”. O problema é continuar sendo um país (Somália e Venezuela também são) mas não ser mais uma nação. Ou será que existe nação sem ordenamento jurídico? O Estado existe para garantir segurança física e jurídica ao cidadão; já o nosso privilegia facínoras e criminosos enquanto persegue velhinhas, e nosso ativismo judicial (sic) só é “garantista” na hora de soltar bandido e devover-lhe o que ele roubou. Paz, assim, só a dos cemitérios.

  6. “O jogo só acaba quando termina”. O problema é que o jogo pode ser prorrogado indefinidamente como na Argentina, Venezuela e Cuba. E durante a partida, o campo vem sendo destruído sistematicamente, desde o gramado até as arquibancadas. Vale a pena aguardar “pacificamente” enquanto “eles destroem furiosamente” todo um país onde “60% da população” não aceita esta situação? Que líder assumirá o lugar de Bolsonaro, para levantar o povo, conseguir o suporte das FFAA e “democraticamente derrubar a quadrilha que tomou de assalto a nação”?

  7. J.R.Guzzo, parabéns pela brilhante matéria. Devemos nos preocupar? Sim. Mais esses idiotas, e petralhas estão cavando as suas próprias sepulturas; é questão de tempo. É só aguardar.

  8. A sequência dos fatos deve servir de alerta para o cidadão brasileiro:
    – Tentaram matar Bolsonaro durante a campanha de 2018;
    – Desde a eleição de 2018, o STF começou a se movimentar contra Jair Bolsonaro;
    – Logo após Bolsonaro assumir o governo, o STF começou a interferir nas ações do executivo e do legislativo;
    – STF tirou Lula da cadeia;
    – STF anulou os processos contra Lula;
    – STF tornou Lula elegível;
    – O TSE interferiu ao máximo na campanha de reeleição de Bolsonaro, criando todo tipo de dificuldades, seja no uso de informções para a campanha, fatos históricos das maracutaias de Lula e do PT, etc…;
    – O TSE proibiu qualquer questionamento sobre as urnas eletrônicas;
    – Finalmente conseguiram colocar Lula de volta a cena do crime e o coroaram com o poder em Brasilia, com a proteção so STF, em especial alguns ministros;
    – Agora já estão pensando na eleições de 2026, tentando tornar Jair Bolsonaro inelegível. Tudo será motivo. Já começou:
    -O PT quer usar vandalismo em Brasília para apressar ações no TSE que tornem Bolsonaro inelegível;
    – Outros motivos virão,.
    – Sendo que, aquele que atualmente ocupa a Presidência da República, deveria estar cumprindo pena e não espalhando o terror com suas falas e ações.

  9. Parabéns pelo texto. Essa é a realidade que poucos se recusam a aceitar. Meu maior temor é essa quadrilha continuar durante anos no poder, são organizados e espertos. Povo tá de pés e mãos atadas, infelizmente.

  10. Não se deve subestimara a capacidade destrutiva do PT. Esse partido faz mais estragos do que 100 bombas atômicas juntas acionadas ao mesmo tempo. O grau de imbecilidade e criminalidade desse partido nunca deve ser subestimado devido ao seu alto grau destrutivo.

  11. ” O jogo só acaba quando tiver acabado”… Entretanto, durante o jogo jogado o estrago produzido por um governo incompetente aliado a um Supremo Tribunal Federal gerador de insegurança jurídica e ditatorial, que passa por acima das leis, das Instituições e da Constituição Federal sem a menor cerimônia, é absurdamente enorme. Vamos ver como isso tudo acaba. Uma coisa é certa; mais cedo ou mais tarde o senhor Alexandre de Moraes e seus colegas de toga terão que prestar contas de seus atos.

    1. O texto de J. R.Guzzo descrevem em síntese mas , com perfeição a nossa situação atual 👍 Um complô de forças : STF , TSE , mídia , urnas , artistas ,….nos tomaram de assalto , querem empurrar goela abaixo narrativas que lhes convém , cuidado não nos subestime , tudo t um limite 👍

  12. Texto brilhante! Parabéns!
    Minha opinião: a maldade por si só se autodestroi. Não ha futuro para este tipo de gente. A energia negativa é tamanha que só restará o caos. Teremos que ter paciência, não nos expormos e aguardarmos no camarote a implosão ELA VIRÁ, MAIS CEDO DO QUE SE ESPERA!

  13. Prezado Guzzo, o artigo, irônico, trás as informações de forma agradáveis e verdadeiras. Você falou em 75% dos congressistas, em tese, serem oposição. É lá que a partir de 1/2/2023 vão se travar os combates sobre estas iniquidades do Governo Lula. Suspeito, todavia, que muitos são “liberais de fancaria”, feitos Judas Iscariotes (ou Silvérios dos Reis) se vendem facilmente, por 30 moedas de prata. Dias difíceis pela frente.

  14. “Lula e o seu governo, a cada dia que passa, se mostram mais e mais convencidos que vão ficar aí para sempre”. E eu, a cada dia que passa, me convenço de que eles estão terrivelmente certos…

  15. Paz é o que sinto, lendo os artigos do senhor Guzzo e demais JORNALISTAS da Revista Oeste. Será que, aqueles que se auto proclamaram donos do Brasil, não têm acesso a este conteúdo que é e será a triste história do Brasil?

      1. Brilhante artigo parabéns e tb pela coragem. Não estamos em una democracia, vivemos em um regime ditatorial , governo federal decadente e repressivo é um Judiciário ativista politico, imoral com um tirano q se acha o dono do país, ser humano desprezivel .VERME.

  16. Os atos do Supremo Tribunal, na pessoa daquele atabalhoado juiz — com a cumplicidade dos demais componentes, exceto dois deles — representam escrachado desafio a preceitos rudimentares da Constituição Federal, da Declaração Universal dos Direitos do Homem e das Leis ordinárias delas consequentes, tipificando crimes de abuso de autoridade (arts. 9º, 20, 25, 27, 30, 31, 32 da Lei 13.869/19), seja pelas prisões escandalosamente sem sustentação jurídica, seja pela aplicação de utópicas multas cominatórias em inquérito ou processo criminal despidas de mínima legalidade, seja em razão do inimaginável confisco de bens de todos que simplesmente expressem seu pensamento, além também da configuração de uma espécie inaudita de tentativa de homicídio, já que ninguém pode sobreviver a partir do momento em que haja o arrebatamento de seu trabalho e de seus recursos confiados a instituições financeiras.

  17. Lendo Guzzo e alguns outros, como Alexandre Garcia entre esses, sentimos alguma esperança, vemos que não estamos sozinhos presenciando essa tragédia que se abate sobre nosso amado Brasil.

  18. Guzzo segue como o mais lúcido dos brasileiros. Parabéns por mais uma descrição perfeita dos fatos e possibilidades.

  19. Parabéns. Excelente. És um talento capaz de produzir textos dignos dos melhores para os anais da política brasileira! Vale a pena a Oeste!

  20. Parabéns Guzzo, e obrigado por abrir comentários para teus artigos. Lembro que fui convidado a visitar a Revista Oeste por você, quando trocamos e-mails sobre artigos no decadente Estadão, e relatei sobre as “confissões de FHC nos “diários da presidência” e acabei assinando este verdadeiro representante da informação. Lembro que fui tucano desde Montoro e Covas e sai fora desde 2019, ano que se revelaram os maus caráter FHC, DORIA e mais recentemente ALCKIMIN, que admirávamos.
    Guzzo, estou convencido que essa COLIGAÇÃO DE FORÇAS que você se refere no inicio do artigo tem a engenharia politica dos tucanos para indiretamente voltar ao poder. Conseguiram relançar o PT e agregados, formando esse poderoso grupo nos 4 poderes da República (Executivo, Legislativo, Judiciário e Imprensa), ressuscitando FHC e suas celebridades politicas, economicas, judiciárias e da velha imprensa carcomida, para derrubar o governo Bolsonaro, que entendo tem muitos seguidores como eu, outrora tucanos envergonhados dessa gente.

  21. Com cem por cento de certeza, sem demérito de outras cabeças pensantes da R.O., JRG é, há algumas décadas, um brasileiro inteligente, culto, coerente e de uma capacidade de análise inigualável. Acima de tudo é um ser humano de caráter e do bem. Nos enche de esperança e nos prova que não há mal que sempre dure.

  22. Os militares dizem que somente defendem o Brasil contra inimigos externos, e os traidores da pátria estão sem qualquer óbice para agirem, pois são os inimigos internos. Mas tudo indica que os esquerdopatas brasileiros agem de acordo e instruções vindas dos esquerdopatas Americanos. O Brasil e um celeiro fértil aos manipuladores de apedeutas, para eles a trapaça e como um esporte, e sua ganância e exercer o controle de todos ao redor do mundo. Nosso país já foi invadido e os protagonistas estão no poder, restando apenas consolidarem o poder e mantê-lo por muito tempo através do roubo das eleições e até que o povo sofrido se revolte. As evidências de que fomos dominados pelos esquerdopatas americanos, está nas constantes viagens do traidor Do STF aquele que responde pelo nome de Barroso, ele recebe as instruções sobre as mudanças a serem feitas para se obter o poder absoluto. Temos o Haddad repetindo frases de esquerdopatas famosos e que deram certo nós EUA e servem para criar discórdia entre os funcionários e donos de empresa. Ele disse que os ricos não pagam impostos, isso é veneno na mente de um apedeuta que não sabe que os ricos são responsáveis por 90 por cento dos impostos coletados pelo governo.

  23. Excelente a matéria de J R Guzzo. No momento a última possibilidade de freiar o descarrilamento está no Congresso. Se os Deputados e Senadores usarem suas prerrogativas para salvar o BR.

  24. Tem que ter muita coragem ou pura iguinorancia para votar no atraso de um partido contaminado por gente incapaz de administrar a própria vida ( como que vai dar certo ) .

  25. O conteúdo desta coluna se confirma na notícia, aqui mesmo veiculada, de que o STF se recusa a investigar o Ministro da Justiça Flávio Dino. É isso mesmo, Guzzo. Não se abalaram com críticas e continuarão cada vez pior, simplesmente por que negam descaradamente os fatos. E assim, vão se convencendo de que a realidade é o que lhes convém.
    Estamos lidando com loucos violentos.

  26. Aloprados não tem competência para governar um país do tamanho do Brasil. Mas há muitas dicas de que estão sendo liderados pelos esquerdopatas americanos os quais são especialistas em roubar eleições. Hoje em Davos, Haddad repetiu uma frase do esquerdopata Barrack Obama. Ele disse que se você uma empresa ou um negócio, outros construíram está empresa para você. Totalmente desqualificando o empreendedor e sua visão de prosperidade e investimento. Um ministro da economia de zero experiência que nunca na vida preencheu uma folha de pagamentos, mas crítica e menospreza aqueles criadores de empregos. Resta saber quem é o mastermind atrás do molusco de nove dedos?

    1. quem sempre é o master mind é aquele que prometeu e cumpriu tomar o poder e sempre se utilizou do ‘encantador de burros’ para dar ‘legitimidade’ a tomada de poder…ele foi quem ‘desacovardou’ as ferramentas da ‘retomada’ do poder, soltou o encantador, se soltou e continua ‘sumido’ como convém…e se continuar a dar certo como deu o incêndio do Reichstag tupiniquim no futuro talvez tenhamos ‘Janjita’ a rede Goebbels já está fazendo a ‘campanha subliminar’

  27. JR sem firulas, simples, objetivo. É com pavor que vemos neste desgoverno tal qual um trem fantasma, mas com personagens vivos e medonhos.

  28. Como sempre, um extraordinário texto lúcido, lógico e com poucos argumentos funtamentados contra. Sobre o enriquecimento dos empresários as custas dos empregados temos vários exemplos para contestar o Lula Louco. Só deixo pingando duas bolas: os sindicalistas enriquecem nas costas dos empregados dos sindicatos que ganham uma miséria; os políticos e os que exercem cargos no governo federal enriquecem às custas dos empregados públicos (funcionários). Portanto, o Lula esquece de cada coisa….

  29. Excelente, J. R. GUZZO. Não nutro “afeição” por ofender pessoas quaisquer, mas meditando sobre seu fabuloso artigo, e trazendo penosamente à memória os integrantes desse assim chamado “governo” que ocupa Brasília, percebo que boa parte deles, a maioria deles, quiçá todos eles, são portadores de seríssimos desvios de caráter, de ideias, de raciocínio, de mentalidade, de índole, de conhecimento mínimo a respeito de mínimas coisas, desprovidos de qualquer sensibilidade que possa produzir algo de empatia sem a qual a sociedade não pode sobreviver. Em suma (que me perdoem, se há exceções naquele lúgubre contexto), vê-se deprimentemente um impensável ajuntamento de pessoas indisfarçadamente malignas e com traços marcantes de alopração explícita.

  30. O artigo é, de fato, maravilhoso. Sinto que pecou apenas pela avaliação da pressão social que essa repressão descontrolada e ilegal pode provocar. Temos dois caminhos óbvios: 1) o do sapo que é posto numa panela com água fria e depois levado ao fogo. Ele vai se “adaptando” à temperatura até que morre cozido; 2) o povo, percebendo a falta de resultados e pressionado pela alta da inflação e falta de emprego, se revoltar e, ao buscar se expressar, sofrer repressão violenta, o que nos levaria a funestas consequências. Os dois cenários são terrivelmente possíveis.

  31. Durante muitos anos fui assinante da VEJA, na época em que a revista tinha credibilidade. Quando recebia a edição impressa, abria na última página para leitura obrigatória dos excelentes artigos de JR Guzzo. Assinei recentemente a REVISTA OESTE, é muito gratificante contar novamente com esse privilégio. Parabéns Guzzo!

  32. Mestre Guzzo, é sempre aquele prazer ler seus textos, é sempre esclarecedor, é moderador. Mas não sei não, na minha mente, seja na Inglaterra, na Bolívia, na China, chega-se a um ponto em que textos, debates, arrazoados não conseguem impedir por si só algo estrambótico como um híbrido de Venezuela com Daniela Mercury, ou coisa ainda mais espantosa. É só preciso um certo número de Haddads.O vigor do pessoal é invejável. Veja avelocidade com que essa gente mudou o país: dias!

  33. Parabéns pelo excelente artigo. Precisamos mudar esse sistema eleitoral para urnas auditáveis, caso contrários teremos esses pilantras no poder eternamente.

  34. Vândalos que invadem o Congresso e quebram tudo a moda militantes do MST e petistas do Black Bloc, são ‘perigosos golpistas’. Militantes lulistas da Suprema Corte lavam a ficha suja de um comprovado ladrão pra que concorra à presidência é ‘democracia’. Hipócritas!

  35. Parabéns, Guzzo! Análise perfeita. O esclerosado Molusco acredita estar em 2003, quando o Brasil ainda nutria expectativas em relação a ter um presidente “do povo”. Esse Lula de 2023 é já velho, ranzinza e revanchista.

  36. Concordo plenamente, urgente haver uma revisão nas urnas eletrônicas, que pela ausência, chegamos as eleições legitimadas pelo voto, sem poder auditar e apresentar quaisquer provas e investigação da lisura eleitoral. Essa garantia, o aval do voto popular, permitiu que fosse decidido arbitrariamente a posse da esquerda no país desobedecendo leis e CF..

  37. Concordo plenamente, mas tem que haver uma revisão nas urnas eletrônicas, que por isto, chegamos as eleições legitimadas pelo voto, sem poder auditar e apresentar quaisquer provas. Essa garantia, o aval do voto popular, permitiu que Moraes decidisse arbitrariamente a posse da esquerda no país.

    1. Esse governo já começou mal,basta observar a folha corrida de delegacia de polícia de seus ministros.Eh uma aberração pública,cada ministério é um convite a corrupção e a cabides de emprego.Como dar certo um negócio desses? não tem como.Empresas demitindo funcionários,os dois ministros que foram a Davos só falaram barbaridades,totalmente despreparados,um vexame.Unica vantagem e alegria que tive hoje é ler esse texto maravilhoso de GUZZO.Esse continua imbatível.

  38. Guzzo,
    Você tem razão em tudo que escreveu mas se não substituir esse sistema da votação, que não é auditável, eles permanecerão no poder indefinidamente, mesmo após o falecimento de seu líderes. Outros substituirão os que forem falecendo, como ocorreu e ocorre em outros países. Tem que reformar esse sistema eleitoral já para a próxima eleição em 2024. Henrique Monnerat

  39. Este é um artigo de leitura obrigatória e de reflexão séria por todo aquele que vê no Brasil a terra da esperança e o futuro das gerações que virão. É de se concordar com J.R.Guzzo de que o Pais não vai acabar por causa de uma eleição. Somos quase 60
    milhões que concordamos que o Brasil vive de realidades e que não deixaremos de cobrar os resultados que todos esperamos, quaisquer que sejam nossos governantes .

  40. Para variar, mais um excelente artigo do Guzzo. Somente discordo um pouco do otimismo ( considerando que este governo em algum momento vá fazer algo positivo) . a meu ver é impossível com esta quadrilha se obter qualquer resultado que seja favorável. Meu receio é que eles cooptando ( sabemos através de que forma !!!forças armadas;STF; deputados venais, etc.etc.etc.) e estabelecendo um enorme esquema, fiquem por décadas no poder e transformem este pais numa cuba ( que somente é boa para a meia dúzia de pessoas detentoras do poder )
    estou muito pessimista !!! está tudo dominado !!!

  41. Parabéns e obrigado pelo conteúdo… fantástico realmente.
    Nunca ficou tão exposto o quão estamos “reféns” de interesses e manipulações internacionais. O país continua servindo a essas dinastias e seus interesses.
    Um artigo sobre a ação dessas dinastias e como elas interferem no mundo seria suicidio? Estamos vendo em Davos o CEO da PFIZER passando por maus bocados, George Soros encurralado, ostilizado e totalmente disconfortável frente as cameras, entre outros tantos… Estaria na hora de algum veículo, que esta com essa proposta da Oeste, trazer esses interesses e seus braços e mecanismos? ha muito ja deixou de ser teoria da conspiração, não é mesmo? Me pergunto se seria um bom momento dessa exposição, no que poderia somar no processo de nossa liberdade e soberania.

  42. Análise primorosa, como sempre, do mestre J.R. Guzzo. O cenário é exatamente o descrito. O acúmulo de dejetos já se iniciou. A amostragem em poucos dias (!) já mostra um pântano de dejetos. Imprevisível será quando ligarem o ventilador.

  43. JR Guzzo, parabéns pelo brilhante artigo… como sempre! Impressionante como “brasileiros” optaram por isso aí! É incompreensível como uma fração da população passou a enxergar o mundo de forma distorcida… me lembra a contaminação por um vírus..Essa demência coletiva tem vários nomes assim como o deus supremo do mal..
    progressistas, socialistas, comunistas etc. Incrível como mentes diabólicas conseguem manipular essas massas em vários segmentos.. e países..
    No Brasil não poderia ser diferente infelizmente… Lamentávelmente!!!
    O “Super Boeing” de última geração estava pronto, equipado e abastecido na cabeceira da pista para decolar..Os “bandidos” tomaram o avião (poder) e não têm a mínima ideia do q fazer, pois “piloto e comissários” parecem terem vindos de um catado de bairro. Enfim…já quebraram os painéis e os bancos já estão espalhados pela pista que se tornou uma grande have. Uma desgraça anunciada, prometida e finalmente chancelada!!

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